No limiar de setembro, o presidente Lula assinou dois decretos que tocam em algo mais profundo do que regras de mercado: a ideia de que o acesso à cultura e à segurança básica não devem ser privilégio de quem pode pagar mais. Ao proibir o cambismo digital e garantir água gratuita em grandes eventos, o governo reconhece que o espaço coletivo do show e do teatro é também um espaço de direitos. As medidas, assinadas no Palácio do Planalto, colocam sobre os órgãos de defesa do consumidor a responsabilidade de transformar intenção em realidade.