Petrobras conclui estudos e está pronta para anunciar se há petróleo em águas profundas do Amapá, área estratégica de 2,2 mil km. Governo planeja investir US$ 3 bilhões até 2029 na exploração, inspirado pelo sucesso da Guiana vizinha com descobertas recentes.
Lula anuncia que Petrobras revelará em breve se há petróleo na Margem Equatorial
Falta pouco tempo a Petrobras anunciar se tem ou não o petróleo que a gente imagina
Por que o presidente está tão confiante de que há petróleo lá?
Porque a Guiana encontrou reservas enormes bem ao lado, e a geologia da região é semelhante. O Brasil vê isso como uma oportunidade que não pode perder.
Mas por que agora? Por que não explorou antes?
Tecnologia. Perfurar em águas profundas ficou mais viável e mais barato. Além disso, a corrida global por energia e minerais estratégicos acelerou tudo.
E quanto aos ambientalistas? Eles têm razão em se preocupar?
Sim. Os recifes amazônicos e os manguezais são ecossistemas frágeis. Um vazamento ou impacto mal gerenciado pode ser irreversível. Lula diz que a Petrobras tem expertise, mas expertise não elimina risco.
Três bilhões de dólares é muito dinheiro. O que exatamente será feito com isso?
Perfuração de poços exploratórios, infraestrutura, pesquisa. Mas é só o começo. Se encontrarem petróleo em quantidade comercial, os investimentos vão muito além.
E se não encontrarem nada?
Então o Brasil terá gasto bilhões em um poço seco, como acontece em exploração de petróleo o tempo todo. Mas o governo aposta que encontrará.
Qual é o verdadeiro jogo aqui?
Garantir que o Brasil não fica para trás enquanto a Guiana fica rica. É geopolítica, economia e ambição regional tudo junto.
Il Polso
- Margem Equatorial abrange 2,2 mil quilômetros entre Amapá e Rio Grande do Norte
- Petrobras planeja investir US$ 3 bilhões entre 2025 e 2029
- Poço exploratório localizado a 500 km da foz do Amazonas e 175 km da costa
- Descobertas na Guiana vizinha desde 2015 inspiraram interesse brasileiro
Petrobras conclui estudos e está pronta para anunciar se há petróleo em águas profundas do Amapá, área estratégica de 2,2 mil km. Governo planeja investir US$ 3 bilhões até 2029 na exploração, inspirado pelo sucesso da Guiana vizinha com descobertas recentes.
Lula afirma que Petrobras revelará em breve se há petróleo na Margem Equatorial, no Amapá. Descoberta pode impulsionar desenvolvimento do Norte, mas enfrenta desafios ambientais.
O presidente Lula anunciou nesta quarta-feira que a Petrobras está à beira de revelar se há petróleo na Margem Equatorial, a faixa marítima que se estende por mais de 2,2 mil quilômetros entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Jornal da Amazônia 1ª Edição, da Rede Amazônica, o presidente disse que a estatal "falta pouco tempo" para comunicar se as reservas que o governo acredita existir naquela região são reais. Os estudos necessários já foram concluídos, segundo Lula, e agora a Petrobras analisa o potencial econômico da área.
A Margem Equatorial abrange cinco bacias principais: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. O foco imediato está na Bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas do Amapá, onde a Petrobras recebeu licença ambiental para perfurar um poço exploratório no bloco FZA-M-059, localizado a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e 175 quilômetros da costa. O objetivo é identificar se há petróleo e gás em escala comercial naquele local.
O interesse do governo brasileiro na região ganhou força após a Guiana, país vizinho, descobrir grandes reservas de petróleo. Desde 2015, a exploração guianense transformou a economia do país e atraiu multinacionais como ExxonMobil e Chevron, além da própria Petrobras. O Brasil vê a Margem Equatorial como uma aposta estratégica para ampliar sua produção de petróleo nas próximas décadas. A estatal planeja investir cerca de US$ 3 bilhões entre 2025 e 2029 na região, incluindo a perfuração de novos poços exploratórios.
Lula defendeu a exploração da área, mas ressalvou que ela precisará ocorrer com responsabilidade ambiental. "Nós temos, obviamente, que ter muita responsabilidade de extrair petróleo lá, mas nós temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras", afirmou. O presidente também projetou que uma descoberta relevante de petróleo ou gás impulsionaria o desenvolvimento econômico da região Norte como um todo, não apenas do Amapá. "Vai ser muito bom para desenvolver a região Norte, vai ser muito bom para desenvolver a região do Amapá, mas não só o Amapá, os estados no Norte vão ter que ser beneficiados com essa riqueza se a gente encontrar aquilo que a gente está pensando", declarou.
O presidente ampliou a discussão para além do petróleo, defendendo também a exploração de minerais críticos, terras raras e potássio na Amazônia. Lula relacionou a corrida global por esses recursos ao avanço da inteligência artificial, argumentando que o Brasil precisa disputar espaço nesse mercado. "O que se fala no mundo é o seguinte: é inteligência artificial e terras raras", disse. Ele reafirmou que qualquer atividade extrativista precisará ocorrer com cautela ambiental, reconhecendo que "o Brasil precisa, nós temos, e temos que saber como explorar sem causar danos ao meio ambiente".
A exploração na Margem Equatorial enfrenta resistência de ambientalistas, que alertam para os riscos de impactos sobre ecossistemas considerados sensíveis. Os manguezais da Costa Norte e o sistema de recifes amazônicos estão entre as áreas de maior preocupação. A tensão entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental permanece no centro do debate sobre o futuro da região, com o anúncio da Petrobras sobre a existência ou não de petróleo em escala comercial como o próximo passo crucial para definir os rumos da exploração.
Citazioni salienti
Nós temos, obviamente, que ter muita responsabilidade de extrair petróleo lá, mas nós temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras— Presidente Lula
Vai ser muito bom para desenvolver a região Norte, vai ser muito bom para desenvolver a região do Amapá, mas não só o Amapá, os estados no Norte vão ter que ser beneficiados com essa riqueza— Presidente Lula