Em meio a uma crise que abala o Supremo Tribunal Federal, o presidente Lula escolheu a linguagem dos princípios para se mover: anunciou uma reforma do Judiciário para 2025 e reafirmou que cargos públicos existem para servir à democracia, não a quem os ocupa. A declaração, feita sem nomear o ministro Alexandre de Moraes, revela a dificuldade de um líder que precisa ao mesmo tempo se distanciar de uma crise e preservar alianças que o sustentaram. É o momento em que o silêncio estratégico encontra seus limites e a palavra 'reforma' se torna o único caminho disponível.