Luiza Ambiel denuncia assédio de Sérgio Hondjakoff em reality da Record

Luiza Ambiel relata ter sofrido assédio sexual durante gravações de programa televisivo.
O silêncio de seis anos quebrado pela coragem de outra mulher
Luiza Ambiel decide falar sobre assédio após ouvir relato similar de Ana Bruna Avila em A Fazenda 18.
Mark

Por que Luiza Ambiel esperou seis anos para falar sobre isso?

Mimi

Ela estava acompanhando o relato de Ana Bruna Avila em A Fazenda 18 quando decidiu que precisava sair do silêncio. Às vezes, ouvir outra pessoa nomear a mesma pessoa e descrever a mesma conduta é o que dá coragem para falar.

Luke

Mas a gente não sabe os detalhes do que aconteceu com Ambiel, certo? O relato dela é público, mas não há descrição específica do incidente.

Mimi

Verdade. O que temos é a afirmação de que ela sofreu assédio durante as gravações do Made In Japão em 2020, e que Sérgio Hondjakoff estava envolvido no programa.

Mark

E agora temos duas mulheres acusando a mesma pessoa de assédio em contextos diferentes?

Mimi

Exatamente. Ambiel no Made In Japão em 2020, e Avila agora em A Fazenda 18. Isso sugere um padrão.

Luke

Mas ainda não sabemos se houve investigação formal, se a Record tomou alguma ação, ou qual é a posição de Hondjakoff sobre essas acusações.

Mimi

Não, esses detalhes não estão públicos ainda. O que temos é o relato das duas mulheres e a questão maior sobre segurança em sets de reality shows.

Mark

Isso muda algo para a indústria?

Mimi

Deveria. Coloca em evidência que esses ambientes precisam de proteção melhor para os participantes e que denúncias precisam ser levadas a sério.

  • Luiza Ambiel carregou por seis anos um relato de assédio que só veio a público quando outra mulher, Ana Bruna Avila, nomeou o mesmo homem ao vivo em A Fazenda 18.
  • A coincidência de duas acusações independentes contra Sérgio Hondjakoff transforma casos isolados em um padrão que a indústria televisiva não pode ignorar.
  • O silêncio prolongado de Ambiel expõe as pressões que existem em sets de gravação — hierarquias profissionais e o medo de consequências para a carreira que desencorajam denúncias imediatas.
  • O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das emissoras e produtoras em garantir ambientes seguros para participantes e profissionais de reality shows.
  • Sem detalhes específicos sobre os episódios, o relato de Ambiel ancora-se sobretudo no reconhecimento: ver outra mulher descrever o que ela mesma viveu foi o gatilho para falar.

Seis anos depois das gravações do reality Made In Japão, Luiza Ambiel decidiu romper o silêncio sobre um assédio que afirma ter sofrido do ator Sérgio Hondjakoff — não por acaso, mas impulsionada pelo depoimento público de Ana Bruna Avila no programa A Fazenda 18, que descreveu uma conduta semelhante do mesmo homem. O que era uma memória guardada individualmente torna-se agora parte de um padrão de acusações, revelando como o silêncio feminino em ambientes de produção televisiva raramente é escolha livre — e como, muitas vezes, é preciso que outra voz fale primeiro para que a própria voz encontre caminho.

Na terça-feira, 29 de setembro, Luiza Ambiel tornou público um relato de assédio que afirma ter sofrido durante as gravações do reality Made In Japão, exibido pela Record em 2020. Ela permaneceu em silêncio por seis anos — até que o depoimento de Ana Bruna Avila em A Fazenda 18, acusando o ator Sérgio Hondjakoff do mesmo tipo de conduta, a levou a decidir falar.

O timing não é coincidência. Ambiel reconheceu no relato de Avila a descrição de um comportamento que ela mesma havia vivenciado anos antes, no mesmo período em que trabalhava no reality da emissora. O que era uma experiência guardada na memória de uma profissional torna-se, agora, parte de um padrão mais amplo de acusações contra a mesma pessoa.

O caso levanta perguntas que a indústria televisiva brasileira não consegue evitar: como os reality shows lidam com segurança e assédio em ambientes intensos e muitas vezes sem proteção adequada? Quem é responsável por investigar essas denúncias? E por que tantas mulheres precisam esperar anos — ou precisam ver outra mulher falar publicamente — para encontrar coragem de contar suas próprias histórias?

A decisão de Ambiel de romper o silêncio marca um ponto de inflexão. Ela não forneceu detalhes específicos sobre os episódios, mas o ato de nomear publicamente o mesmo homem que Avila nomeou ao vivo em um programa de grande audiência coloca em evidência as dinâmicas de poder que existem dentro de sets de gravação — e o peso que o silêncio carrega quando a carreira está em jogo.

Na terça-feira 29 de setembro, Luiza Ambiel tornou público um relato de assédio que diz ter sofrido durante as gravações do reality Made In Japão, exibido pela Record em 2020. A apresentadora permaneceu em silêncio sobre o ocorrido por seis anos, até que o depoimento de Ana Bruna Avila no programa A Fazenda 18 — onde a participante também acusa o ator Sérgio Hondjakoff de assédio — a levou a decidir falar.

O timing da revelação não é coincidência. Ambiel acompanhou o relato de Avila e reconheceu nele a descrição de uma conduta que ela mesma havia vivenciado anos antes, durante o mesmo período em que trabalhava no reality da emissora. A decisão de sair do silêncio marca um ponto de inflexão: o que era uma experiência isolada, guardada na memória de uma profissional, torna-se parte de um padrão mais amplo de acusações contra a mesma pessoa.

O Made In Japão foi um programa que reuniu celebridades em um formato de reality show, e as gravações ocorreram em 2020. Ambiel estava entre os participantes ou envolvidos na produção naquele momento. Seis anos depois, ela decidiu que o silêncio não era mais sustentável — especialmente quando outra mulher, em um programa de grande audiência, estava nomeando publicamente o mesmo homem e descrevendo o mesmo tipo de comportamento.

A emergência simultânea de múltiplos relatos sobre a mesma pessoa levanta questões sobre como esses ambientes de produção televisiva funcionam, quem tem responsabilidade por garantir a segurança dos envolvidos, e por que mulheres frequentemente esperam anos — ou precisam de um gatilho externo — para compartilhar suas experiências. O caso de Ambiel e Avila coloca em evidência a dinâmica de poder que existe dentro de sets de gravação, onde hierarquias profissionais e a pressão de manter a carreira em pé podem desencorajar denúncias imediatas.

O relato de Ambiel não fornece detalhes específicos sobre o que ocorreu ou em que contexto exato o assédio aconteceu durante as gravações. O que se sabe é que ela trabalhou no programa, que Hondjakoff também estava envolvido, e que ela agora afirma ter sido assediada por ele naquele período. A decisão de falar veio seis anos depois, motivada pela coragem de outra mulher em nomear publicamente a mesma pessoa em um programa de televisão ao vivo.

Este caso reacende uma discussão que a indústria televisiva brasileira não consegue evitar: como os reality shows, que colocam pessoas em ambientes intensos e muitas vezes sem proteção adequada, lidam com questões de segurança e assédio? Quem é responsável por investigar essas denúncias? E por que tantas mulheres precisam esperar anos, ou precisam ver outra mulher falar publicamente, para encontrar a coragem de contar suas próprias histórias?

Luiza Ambiel afirmou ter sofrido assédio de Sérgio Hondjakoff durante as gravações do Made In Japão
— Luiza Ambiel, apresentadora
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