Num momento em que a política portuguesa se concentra sobre um único nome, Luís Neves chega ao Parlamento carregando o peso de cinco investigações, perguntas sem resposta e uma moção de censura que o aguarda horas depois. A audição na Comissão de Assuntos Constitucionais, marcada para a manhã de 8 de setembro, não é um ritual isolado — é o ponto de encontro entre a accountability democrática e os limites que o segredo de Justiça pode impor ao escrutínio público. O que está verdadeiramente em jogo não é apenas a sobrevivência de um ministro, mas a capacidade das instituições de se interrogarem