Do Quadrilátero Ferrífero ao octógono da Pinacoteca, a artista Luana Vitra percorre o mesmo caminho que o minério: extraída de uma terra marcada pela cobiça e pela violência, ela se transforma em voz poética sobre o que a humanidade retira da terra e dos corpos. Em 'Bandeira Branca', instalação que permanece em cartaz até janeiro de 2027, Vitra propõe que toda guerra é, antes de tudo, uma guerra contra a terra — e que os metais de terras raras que alimentam nossa modernidade carregam um peso histórico que a indústria prefere não nomear.