Há milênios, a humanidade orienta seus calendários, suas marés e seus olhares noturnos pelo ritmo silencioso da Lua. Nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, o satélite atravessa seus últimos momentos na fase Minguante — aquela em que a luz recua, noite após noite, como uma respiração que se prepara para o repouso. Amanhã, às 00h27, a Lua Nova marcará o início de um novo ciclo, lembrando-nos de que o escuro também é parte do movimento.
Lua Minguante nesta quinta-feira dá lugar à fase Nova amanhã
A Lua encolhe noite após noite, mas nunca deixa de receber luz
Por que exatamente a Lua Minguante fica mais fácil de observar para ver detalhes da superfície?
Porque há menos luz lunar no céu durante a noite. Quando a Lua está cheia, ela ilumina tudo e ofusca as estrelas e os detalhes. Na fase Minguante, especialmente perto do fim, você tem escuridão suficiente para ver crateras e montanhas com clareza, principalmente usando telescópio.
Mas isso depende muito de onde você está observando, certo? Em uma cidade com muita iluminação artificial, você pode não ver nada disso.
Verdade. O texto deixa claro que as melhores condições são em locais afastados da iluminação das cidades.
E essa coisa do terminador — por que as sombras ali são tão importantes?
O terminador é a linha entre a parte iluminada e a escura. As sombras nessa região criam contraste, destacando o relevo. É como quando o sol está baixo no horizonte e você vê as sombras das montanhas muito mais marcadas.
O texto não explica por que as sombras funcionam assim fisicamente, mas a observação é correta.
Como alguém reconhece a Lua Minguante se não souber que é minguante?
No Brasil, você procura por um formato parecido com a letra D — iluminada à direita. É bem simples.
Mas isso só funciona se você souber que está na fase Minguante. Se alguém vir um D no céu sem contexto, pode não saber o que é.
Justo. Mas o calendário lunar está disponível, então você pode verificar.
E as marés — a Lua Minguante realmente afeta as marés de forma diferente?
Sim. Durante a Minguante, o Sol e a Lua formam um ângulo reto em relação à Terra, então suas forças gravitacionais atuam em direções diferentes. Isso resulta em marés de quadratura, com menor amplitude.
Isso é correto, mas o texto não diz em quanto as marés diminuem. É uma diferença pequena ou grande?
O texto não especifica. Só diz que a amplitude é menor.
El Pulso
- A Lua Minguante está em seus últimos instantes: amanhã de madrugada, às 00h27, ela desaparecerá do céu noturno ao entrar na fase Nova.
- Quem quiser vê-la ainda tem uma janela estreita — ela só aparece durante a madrugada e as primeiras horas da manhã, e sua faixa iluminada encolhe a cada hora que passa.
- Paradoxalmente, quanto menos Lua, melhor o céu: a redução da luz lunar abre condições excepcionais para observar estrelas, planetas e nebulosas, especialmente longe das cidades.
- O terminador lunar — a linha entre luz e sombra na superfície do satélite — revela crateras e montanhas com nitidez impressionante para quem aponta um telescópio ou binóculo nessa direção.
- As marés também respondem a esse momento: com Sol e Lua formando ângulo reto em relação à Terra, as chamadas marés de quadratura apresentam menor amplitude do que nas fases de Lua Cheia ou Nova.
Há milênios, a humanidade orienta seus calendários, suas marés e seus olhares noturnos pelo ritmo silencioso da Lua. Nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, o satélite atravessa seus últimos momentos na fase Minguante — aquela em que a luz recua, noite após noite, como uma respiração que se prepara para o repouso. Amanhã, às 00h27, a Lua Nova marcará o início de um novo ciclo, lembrando-nos de que o escuro também é parte do movimento.
Nesta quinta-feira, 10 de setembro, a Lua atravessa a fase Minguante — aquele período em que sua face iluminada diminui gradualmente, noite após noite. O ciclo está chegando ao fim: amanhã, às 00h27, o satélite entrará na fase Nova, quando a porção iluminada pelo Sol se voltará completamente para longe da Terra, tornando a Lua praticamente invisível no céu noturno.
A fase Minguante não significa que a Lua deixou de receber luz solar. O que muda é apenas a perspectiva: conforme o satélite percorre sua órbita, as posições relativas entre Sol, Terra e Lua se reorganizam, alterando qual parte da superfície iluminada conseguimos enxergar daqui de baixo. Para observá-la, o melhor horário é a madrugada e as primeiras horas da manhã — mas nos últimos dias dessa fase, a faixa iluminada fica tão estreita que pode ser difícil de ver quando o céu começa a clarear.
Essa escassez de luz lunar, porém, é uma vantagem para os amantes do céu: com menos interferência do brilho do satélite, as condições para observar estrelas, planetas, nebulosas e aglomerados estelares ficam muito mais favoráveis. Uma região especialmente interessante é o terminador — a linha que divide as áreas iluminada e não iluminada da Lua —, onde as sombras destacam crateras e montanhas com grande nitidez.
Para identificar a Lua Minguante no céu, há um truque simples: no Hemisfério Sul, ela aparece iluminada à direita, lembrando a letra D. No Hemisfério Norte, a orientação se inverte, com a porção iluminada à esquerda, parecendo um C. Próximo à Linha do Equador, dependendo da época e do horário, a parte iluminada pode aparecer em posição mais horizontal, como um sorriso.
As marés também respondem a esse momento do ciclo. Com Sol e Lua formando aproximadamente um ângulo reto em relação à Terra, as forças gravitacionais dos dois astros atuam em direções diferentes, resultando nas chamadas marés de quadratura — de menor amplitude do que nas fases de Lua Cheia ou Nova. Quando a fase Nova começar amanhã de madrugada, o ciclo recomeçará do zero, com a iluminação voltando a crescer gradualmente. É o ritmo que governa nosso céu noturno há milênios: tão previsível quanto constante.
Nesta quinta-feira, 10 de setembro, quem olhar para o céu verá a Lua na fase Minguante — aquele período em que o satélite parece estar encolhendo, sua face iluminada diminuindo noite após noite. Mas esse ciclo está chegando ao fim. Amanhã, sexta-feira 11 de setembro, às 00h27, a Lua entrará na fase Nova, conforme o calendário do Instituto Nacional de Meteorologia. É o momento em que a face iluminada pelo Sol se vira completamente para longe de nós, deixando o satélite praticamente invisível no céu noturno.
A Lua Minguante é a etapa que vem logo após a Lua Cheia e precede a Lua Nova. Durante essa fase, a porção visível do satélite diminui gradualmente — mas isso não quer dizer que a Lua deixe de receber luz solar. O que muda é apenas nossa perspectiva. Conforme o satélite segue sua órbita, as posições relativas entre o Sol, a Terra e a Lua se reorganizam, alterando qual parte da superfície iluminada conseguimos enxergar daqui de baixo.
Para quem quer observar a Lua Minguante, o melhor horário é durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã. À medida que se aproxima da fase Nova, ela nasce cada vez mais tarde e permanece visível por menos tempo durante a noite. Nos últimos dias dessa fase, a faixa iluminada fica tão estreita que pode ser difícil de ver quando o céu começa a clarear. Mas essa é justamente a vantagem: com menos luz lunar interferindo, as condições ficam muito mais favoráveis para observar estrelas, planetas, nebulosas e aglomerados estelares — especialmente em lugares longe da iluminação das cidades.
Uma região particularmente interessante para observação é o terminador, a linha que marca a divisão entre as áreas iluminada e não iluminada da Lua. As sombras projetadas nessa região destacam crateras, montanhas e outras formações da superfície, tornando o relevo lunar muito mais evidente quando observado com telescópios ou binóculos. Para reconhecer a Lua Minguante no céu, há um truque simples: no Hemisfério Sul, onde fica o Brasil, ela costuma aparecer iluminada à direita, lembrando a letra D. No Hemisfério Norte, a orientação se inverte, com a porção iluminada à esquerda, parecendo um C. Próximo à Linha do Equador, dependendo da época do ano e do horário, a Lua pode aparecer com a parte iluminada em posição mais horizontal, lembrando um sorriso.
A Lua exerce influência constante sobre as marés por meio de sua força gravitacional, independentemente de qual fase se encontra. Mas a posição relativa entre o Sol, a Terra e o satélite interfere na intensidade das diferenças entre marés altas e baixas. Durante a fase Minguante, o Sol e a Lua formam aproximadamente um ângulo reto em relação à Terra. Nessa configuração, as forças gravitacionais dos dois astros atuam em direções diferentes, resultando nas chamadas marés de quadratura, que apresentam menor amplitude do que em outras fases.
O ciclo completo da Lua dura, em média, 29 dias, 12 horas e 44 minutos. Quando a fase Nova começar amanhã de madrugada, a face iluminada estará voltada principalmente para o lado oposto à Terra, deixando o satélite praticamente invisível. Depois disso, a iluminação voltará a aumentar gradualmente, iniciando uma nova sequência de fases lunares. É o ritmo que governa nosso céu noturno, tão previsível quanto constante.
Citas Notables
A Lua costuma aparecer no céu durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã, nascendo cada vez mais tarde conforme se aproxima da fase Nova— Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)