Durante os anos de chumbo da ditadura militar brasileira, artistas e intelectuais travaram uma batalha silenciosa contra uma máquina de censura que mutilava a cultura nacional — uma batalha feita de pseudônimos, alianças improváveis e editoras estrangeiras. Um novo livro de Miguel de Almeida ressuscita esse jogo de gato e rato, lembrando que por trás das anedotas criativas havia vidas interrompidas e obras que nunca chegaram a existir. A ironia mais profunda da história pertence ao próprio aparato repressor: seu chefe era um fugitivo da justiça que havia trocado de identidade para 'servir ao p
Livro revela estratégias de artistas contra censura na ditadura militar
Artistas foram presos, projetos de filmes, peças e canções morreram no nascedouro, e obras foram proibidas durante a ditadura militar.