Em diferentes latitudes, movimentos de ultradireita convergem em linguagem, estratégia e inimigos comuns — não por acaso, mas como expressão de uma rede política em formação. O jornalista João Gabriel de Lima documenta esse fenômeno em livro lançado em São Paulo, argumentando que essa força representa um terceiro ator ideológico que está redesenhando o espectro político global desde o início do século. A questão que emerge não é apenas eleitoral, mas filosófica: o que acontece quando instrumentos democráticos são usados para desafiar a própria democracia?