Quase três séculos após o terramoto de 1755 devastar Lisboa e o tsunami subsequente redesenhar a sua orla, a capital portuguesa instala seis sirenes estratégicas ao longo do Tejo, capazes de avisar a população com 30 minutos de antecedência antes da chegada de uma onda. O gesto é simultaneamente técnico e simbólico: uma cidade que carrega a memória da catástrofe na sua própria geografia decide, finalmente, transformar essa memória em preparação. A eficácia do sistema, porém, depende não apenas da infraestrutura, mas da consciência coletiva de quem vive e visita estas margens.