Meu time acreditou em mim quando muitos idiotas não fizeram o mesmo
Há histórias em que o valor de uma criação só é reconhecido depois que seu criador já partiu. A linha Congregação das Bruxas, de League of Legends, nasceu apesar da descrença de uma liderança sênior que a chamou de capricho pessoal — e tornou-se um dos conjuntos de skins mais amados do jogo, especialmente entre mulheres e a comunidade LGBTQIAP+. Janelle Wavell-Jimenez, a diretora criativa por trás do projeto, deixou a Riot Games sem receber o reconhecimento que merecia, levando consigo uma pergunta que ressoa em toda indústria criativa: quanto talento se perde quando lideranças não sabem ouvir?
- Um líder sênior descartou a Congregação das Bruxas como 'projeto pessoal da JJ', ignorando o entusiasmo da equipe e bloqueando quase por completo o nascimento de uma das linhas mais icônicas do jogo.
- Quando as skins se tornaram um sucesso comercial e cultural, a mesma liderança atribuiu o resultado à sorte — sem reconhecimento, sem pedido de desculpas, sem nenhuma revisão de julgamento.
- Wavell-Jimenez revelou sua frustração publicamente no Twitter em 2020, nove meses após deixar a Riot Games, acendendo um debate sobre gestão criativa e descrédito sistêmico dentro de grandes estúdios.
- A comunidade respondeu com gratidão e indignação: jogadores celebraram a criadora enquanto questionavam quantos outros talentos teriam sido silenciados da mesma forma.
- Em 2023, novas variações da linha voltaram aos Trending Topics, provando que o legado do projeto sobrevive — mas sua criadora já havia seguido outro caminho, no design de moda fora dos videogames.
A linha Congregação das Bruxas — com Morgana, LeBlanc e Zyra em trajes de bruxa — tornou-se um fenômeno dentro de League of Legends, conquistando especialmente jogadoras e a comunidade LGBTQIAP+. Ela faz parte do Universo Eclipse, uma realidade alternativa que se expandiu para incluir outros conjuntos temáticos. Mas esse universo quase não existiu.
Em março de 2020, Janelle Wavell-Jimenez, a diretora criativa do projeto conhecida como Stellaris, publicou uma série de desabafos no Twitter. Ela havia deixado a Riot Games nove meses antes, mas acompanhava o desempenho das skins que ajudou a criar. O que a marcou não foi o resultado — foi o caminho. Um líder sênior havia descrito o projeto como 'apenas algo que a JJ gosta muito', sem valor real. Quando a linha se provou um sucesso, a mesma pessoa creditou tudo à sorte, sem jamais reconhecer o trabalho da equipe.
Wavell-Jimenez disse que seu time acreditou nela quando outros não acreditaram. Mas o descrédito vindo de uma posição de liderança pesou o suficiente para fazê-la questionar se valia a pena continuar. Ela deixou a Riot e passou a se dedicar ao design de roupas fora do universo dos games.
A comunidade reagiu com gratidão e ironia: como um projeto tão bem-sucedido pôde ser tão questionado internamente? A pergunta mais ampla ficou no ar — quantos outros talentos tiveram suas ideias descartadas da mesma forma? Em 2023, quando novas variações da linha foram lançadas e voltaram aos Trending Topics, a resposta silenciosa já estava dada: o julgamento de Wavell-Jimenez estava certo desde o início.
Se você joga League of Legends há alguns anos, provavelmente já viu as skins Congregação das Bruxas. Morgana, LeBlanc e Zyra em seus trajes de bruxa tornaram-se um fenômeno visual que conquistou especialmente jogadores mulheres e da comunidade LGBTQIAP+. A linha faz parte do Universo Eclipse, uma realidade alternativa dentro da narrativa do jogo que se expandiu para incluir outros conjuntos temáticos: Eclipse, Presságio das Trevas, Sabugueiro e Florescência Mortal. Mas essa história alternativa que hoje é celebrada quase nunca saiu do papel.
Em março de 2020, Janelle Wavell-Jimenez, a diretora criativa por trás do projeto, publicou uma série de mensagens no Twitter revelando uma frustração que a levaria a deixar a Riot Games. Ela havia saído da empresa nove meses antes, mas continuava acompanhando o desempenho das skins que ajudou a criar. O que a deixou amargada não foi o resultado — foi como chegou até lá. Um líder sênior havia questionado o projeto de forma que a marcou profundamente, descrevendo-o como "apenas um projeto que a JJ gosta muito, ninguém realmente quer isso". Quando a linha se tornou um sucesso comercial e comunitário, a mesma pessoa atribuiu o resultado à sorte, sem nunca reconhecer o trabalho da equipe ou pedir desculpas.
Wavell-Jimenez, conhecida na comunidade como Stellaris, explicou que seu time acreditou nela quando muitos não fizeram o mesmo. Ela amava trabalhar com seus colegas, mas aquele tipo de descrédito — especialmente vindo de alguém em posição de liderança — a fez questionar se valia a pena investir horas de pesquisa e criação em um ambiente onde seu trabalho não era reconhecido. A resposta foi deixar a Riot Games e se dedicar ao design de roupas de verdade, fora do universo dos videogames.
A comunidade respondeu com entusiasmo às suas revelações. Jogadores agradeceram Wavell-Jimenez por ter criado uma das linhas de skins mais memoráveis do jogo. Alguns comentários ressaltavam a ironia de um projeto tão bem-sucedido ter sido tão questionado internamente. Outros levantavam uma questão mais ampla: quantos outros talentos na Riot Games teriam suas ideias descartadas por lideranças que não compreendiam ou não valorizavam o trabalho criativo?
Três anos depois, em 2023, as skins Congregação das Bruxas continuam gerando discussão. Quando a Riot lançou novas variações da linha, o tema voltou aos Trending Topics do Twitter, com jogadores pedindo que suas campeãs favoritas recebessem skins dessa temática. O sucesso duradouro do projeto é uma validação silenciosa do julgamento de Wavell-Jimenez e de seu time — e um lembrete de quanto pode custar, para uma empresa criativa, não ouvir seus próprios artistas.
Notable Quotes
Este é só um projeto que a JJ gosta muito, ninguém realmente quer isso— Líder sênior da Riot Games, conforme citado por Janelle Wavell-Jimenez
Não sabemos porque foi um sucesso, sorte talvez?— Mesmo líder sênior, após o sucesso comercial da linha
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que uma linha de skins que se tornou tão popular quase foi cancelada?
Um líder sênior não acreditava que havia demanda real. Ele viu como um projeto pessoal de uma designer, não como algo que a comunidade realmente queria.
E quando ficou claro que era um sucesso?
Ele atribuiu à sorte. Nunca reconheceu o trabalho da equipe, nunca pediu desculpas. Para Janelle, isso foi o ponto de ruptura.
Ela saiu por causa disso?
Não apenas por isso, mas foi decisivo. Ela percebeu que horas de pesquisa e criação não eram valorizadas em um ambiente onde a liderança não ouvia seus próprios artistas.
A comunidade apoiou ela?
Completamente. Quando revelou o que havia acontecido, jogadores responderam com gratidão e indignação. Muitos questionaram quantos outros talentos na Riot passavam pela mesma coisa.
E as skins continuam populares?
Muito. Três anos depois, quando novas variações foram lançadas, o tema voltou aos Trending Topics. O sucesso duradouro prova que ela estava certa desde o início.
Qual é a lição aqui?
Que empresas criativas pagam um preço real quando não ouvem seus artistas. Perdem talento, perdem confiança interna, e quase perdem projetos que se tornam seus maiores sucessos.