No Brasil de 2026, o que se observa não é apenas uma crise de governança, mas uma fratura profunda no tecido moral que sustenta a vida coletiva. Quando os líderes dos três Poderes — sem distinção de partido ou ideologia — convergem na pilhagem do Estado, o contrato social não apenas se fragiliza: ele se rasga. O que resta é uma sociedade em que o desrespeito ao outro, nas ruas, nos bairros e nas instituições, deixou de ser exceção para se tornar gramática comum.