Líder do CV é preso na Ponte Rio-Niterói após dois meses de monitoramento

Saiu da prisão e rapidamente ganhou poder na cúpula da facção
Thiago retomou a liderança do Comando Vermelho após deixar o sistema prisional e descumprir medidas judiciais.
Mark

Por que dois meses de monitoramento para prender um homem?

Mimi

Porque ele não era qualquer traficante. Thiago controlava seis pontos de distribuição em Maricá e ainda comandava operações no Fallet. Encontrá-lo exigia paciência — ele sabia que era procurado.

Mark

E por que a Ponte Rio-Niterói especificamente?

Mimi

Porque era uma rota previsível. Ele viajava entre Maricá e o Fallet regularmente. A polícia esperou o momento certo, quando ele estaria em um espaço controlado, sem escapatória.

Mark

Trinta anotações criminais — como alguém assim fica solto?

Mimi

Ele não ficou solto por acaso. Saiu da prisão, descumpriu as medidas que a Justiça impôs e desapareceu. Virou foragido. Mas continuou trabalhando, continuou ganhando poder dentro da facção.

Mark

O que muda com essa prisão?

Mimi

No curto prazo, desorganiza a operação de tráfico em Maricá. No longo prazo, provavelmente pouco — a polícia já disse que vai continuar procurando outros líderes. É um golpe, não uma vitória definitiva.

Mark

Por que prender em um restaurante de luxo em 2022 e depois deixar solto?

Mimi

Essa é a pergunta que fica no ar. Ele cumpriu parte da pena, saiu, e em vez de se afastar do crime, voltou mais forte. O sistema não conseguiu contê-lo.

  • Thiago comandava o tráfico em seis localidades de Maricá e ainda controlava pontos de venda no Morro do Fallet, em Santa Teresa, tornando-se uma peça central na engrenagem do Comando Vermelho na região metropolitana.
  • Com mais de trinta anotações criminais — incluindo homicídio, sequestro e tortura — e três prisões anteriores, Thiago representava uma ameaça persistente que o sistema já havia tentado conter sem sucesso definitivo.
  • Após sair da prisão, ele descumpriu medidas judiciais, retomou o comando da facção e desapareceu, sendo procurado como foragido até a noite da captura.
  • Dois meses de trabalho de inteligência pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos permitiram mapear suas rotas e interceptá-lo na ponte — um cerco planejado que transformou uma travessia rotineira em prisão.
  • A Polícia Civil anunciou que as operações continuarão, mirando outros integrantes das facções que atuam no estado, sinalizando que a captura de Thiago é um passo, não um ponto final.

Na noite de uma quinta-feira comum, uma ponte tornou-se o ponto final de uma longa perseguição silenciosa. Thiago da Silva Santos, conhecido como 'Lafado' ou '300', apontado como um dos líderes do Comando Vermelho, foi capturado na Ponte Rio-Niterói após quase dois meses de monitoramento policial — retornando, como tantas vezes antes, entre o mundo que controlava e o refúgio que julgava seguro. Sua prisão revela não apenas a persistência do crime organizado no Rio de Janeiro, mas também a paciência necessária para desmantelá-lo.

Na noite de quinta-feira, 23 de julho, policiais da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos interromperam o fluxo da Ponte Rio-Niterói para cercar um único veículo. Dentro dele estava Thiago da Silva Santos — 'Lafado' ou '300' —, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho no estado. Ele retornava de Maricá rumo ao Morro do Fallet, em Santa Teresa, quando foi capturado.

A prisão era o resultado de quase dois meses de monitoramento. Os investigadores haviam rastreado seus movimentos e identificado seus padrões: Thiago controlava o tráfico em seis localidades de Maricá — Beira Rio, Risca Faca, Santa Paula, Sem Terra, Monte Castelo e Cassorotiba — além de pontos de venda no Fallet, que servia como centro de distribuição e esconderijo.

Sua trajetória tornava a captura ainda mais significativa. Após sair do sistema prisional, ele descumpriu medidas judiciais, retomou o comando da facção e desapareceu. A polícia o buscava como foragido quando finalmente o localizou. Sua ficha acumula mais de trinta anotações — homicídio, roubo majorado, sequestro, tortura, entre outros —, e esta era sua quarta prisão. A anterior, em 2022, havia acontecido em um restaurante de luxo em Niterói, detalhe que sugeria alguém que mantinha uma vida paralela de certo conforto mesmo sendo procurado.

Após a captura, Thiago foi encaminhado à delegacia. A Polícia Civil sinalizou que as operações de inteligência continuarão, com foco em outros integrantes das facções que atuam no Rio de Janeiro. Até o momento da publicação, nenhum representante de sua defesa havia se manifestado.

Na noite de quinta-feira, 23 de julho, policiais da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos pararam o trânsito na Ponte Rio-Niterói para cercar um veículo específico. Dentro dele estava Thiago da Silva Santos, conhecido nas ruas como "Lafado" ou "300", apontado pela Polícia Civil como um dos principais líderes do Comando Vermelho no estado. O homem retornava de Maricá, na Região Metropolitana, rumo ao Morro do Fallet, em Santa Teresa, quando foi capturado.

A prisão coroava quase dois meses de trabalho de inteligência. Os investigadores da Desarme haviam rastreado seus movimentos, mapeado suas rotas, identificado seus padrões. Thiago não era um traficante comum — segundo a polícia, ele comandava o comércio ilegal de drogas em seis localidades diferentes de Maricá: Beira Rio, Risca Faca, Santa Paula, Sem Terra, Monte Castelo e Cassorotiba. Além disso, controlava pontos de venda no Fallet, que funcionava tanto como centro de distribuição quanto como esconderijo.

O que tornava sua captura significativa era a trajetória que o levou até ali. Thiago havia saído do sistema prisional e rapidamente ganhou influência na cúpula da facção. Assim que recuperou a liberdade, descumpriu as medidas impostas pela Justiça, retomou o comando do grupo e desapareceu. A polícia o procurava como foragido quando conseguiu localizá-lo naquela quinta-feira à noite.

Sua ficha criminal é extensa. Mais de trinta anotações registram delitos que vão além do tráfico: homicídio, roubo majorado, receptação, organização criminosa, associação para o tráfico, sequestro e tortura. Esta era sua quarta prisão. A anterior havia acontecido em 2022, quando foi encontrado em um restaurante de luxo em Niterói — um detalhe que sugere alguém que não se escondia completamente, que mantinha uma vida paralela de certo conforto mesmo sendo procurado.

Após a captura, Thiago foi levado à delegacia. A Polícia Civil anunciou que continuaria suas operações de inteligência, buscando localizar e prender outros integrantes das facções que operam no Rio de Janeiro. O espaço para manifestação de sua defesa permanecia aberto, mas até o momento da publicação, ninguém havia se apresentado para representá-lo.

Lafado era responsável por comandar o comércio ilegal de entorpecentes em diversas localidades dominadas pelo grupo em Maricá
— Polícia Civil
O criminoso ganhou influência na cúpula do Comando Vermelho após deixar o sistema prisional
— Polícia Civil
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