No cruzamento entre soberania e sobrevivência, o Líbano propõe ao mundo uma equação delicada: negociar com Israel o desarmamento pacífico do Hezbollah sem acender a faísca de um novo conflito. O presidente libanês, respaldado por um voto de confiança parlamentar conquistado sob tensão, aposta na diplomacia como caminho possível em uma região onde a guerra raramente pede licença. As conversas previstas para Roma foram adiadas para outubro, lembrando que entre a intenção de paz e sua realização existe sempre um longo e incerto corredor.