Na fronteira entre o reino animal e o vegetal, uma pequena lesma-do-mar costeira dissolve uma das fronteiras mais antigas da biologia: a que separa os seres que produzem energia dos que a consomem. Ao absorver organelas de algas e integrá-las ao próprio sistema digestivo como painéis solares vivos, esse molusco das águas entre o Canadá e a Flórida não apenas sobrevive meses alimentando-se só de luz — ele nos convida a repensar o que significa ser animal. A ciência, diante desse feito, enxerga não apenas uma curiosidade da natureza, mas um possível mapa para o futuro da energia limpa.