No Brasil de setembro de 2026, uma decisão unilateral do ministro André Mendonça — o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal sem processo disciplinar prévio — tornou-se espelho de uma crise mais antiga e mais funda: a da confiança nas instituições que deveriam guardar a democracia. Leitores da Folha, de São Paulo a Brasília, não debatem apenas um ato administrativo; interrogam os limites do poder judicial, a seletividade de quem julga e a possibilidade de que os guardiões precisem, eles próprios, ser guardados. O que está em jogo não é um cargo, mas a arquitetura de freios e contrapeso