A prisão temporária de Milton Leite, no âmbito da Operação Vectura Corrupta, provocou entre leitores da Folha uma reflexão que vai além do caso individual: ela ilumina o padrão histórico pelo qual o poder político no Brasil se entrelaça com interesses privados, recursos públicos e proteções cruzadas entre instituições. O que emerge dos comentários não é apenas indignação com um nome, mas com uma arquitetura de privilégios que parece resistir ao tempo e às alternâncias de governo. A exigência coletiva é simples e antiga: que a lei valha igualmente para todos.