Em democracias maduras, a lei escrita raramente é suficiente por si mesma — ela precisa de guardiões dispostos a aplicá-la. No Brasil de 2026, um arcabouço regulatório robusto contra interferência estrangeira em eleições coexiste com evidências concretas de influência transnacional coordenada, revelando que normas constitucionais e eleitorais são condição necessária, mas não suficiente, para proteger a soberania do voto. O que está em jogo não é apenas uma disputa jurídica, mas a capacidade das instituições brasileiras de resistir a redes que fundem ideologia, diplomacia e desinformação em um