Em uma manhã de outubro em Vilhena, um homem de aparência respeitável percorreu o bairro Cristo Rei com promessas de cestas básicas e eletrodomésticos — moeda antiga dos que exploram a boa-fé dos mais vulneráveis. Uma idosa de 71 anos, seduzida pela generosidade encenada, entregou sua confiança e perdeu seu celular. O episódio lembra que a violência nem sempre chega com força: às vezes, chega com um sorriso e um pedido de água.
Ladrão golpista promete cesta básica e foge com celular de idosa em Vilhena
Quando voltou, encontrou a casa vazia
Por que ele tentou duas casas diferentes? Parecia estar testando uma estratégia?
Sim, parece que ele refinava sua abordagem. Na primeira casa, pediu documentos diretos. Quando isso não funcionou, mudou para pedir o celular — algo que parecia menos invasivo, mais justificável.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. Sabemos que ele visitou duas casas porque a filha da primeira vítima o viu e gravou. Não sabemos quantas outras casas ele pode ter visitado naquele dia ou em outros dias.
A mulher que desconfiou — ela viu algo específico que a alertou?
A fonte não detalha exatamente o que a fez desconfiar. Apenas diz que ela desconfiou e não forneceu os documentos. Talvez a promessa de uma lavadora de roupas automática tenha soado irreal demais.
Isso é especulação nossa. O que sabemos é que ela recusou. O por quê fica em aberto.
E o celular roubado — mil reais é muito dinheiro para uma aposentada.
Exatamente. Ela havia investido mais de mil reais naquele aparelho. Não era um objeto descartável. Era um bem que ela havia poupado para comprar.
A fonte diz "mais de R$ 1 mil", então não sabemos o valor exato. Mas sim, é um prejuízo significativo para alguém com renda fixa.
O Pulso
- Um golpista bem vestido bateu em portas do bairro Cristo Rei prometendo cestas básicas e lavadoras para obter documentos e celulares de idosas.
- A primeira vítima desconfiou e recusou entregar seus documentos, mas o criminoso não desistiu e seguiu para a casa vizinha.
- Na segunda tentativa, o golpista pediu emprestado o celular da idosa sob pretexto de fazer um cadastro — e aproveitou o momento em que ela foi buscar água para fugir com o aparelho.
- O celular roubado, comprado naquele ano por mais de R$ 1 mil, representa não apenas prejuízo financeiro, mas a quebra brutal de uma confiança depositada em um estranho.
- A filha da primeira vítima havia gravado o rosto do suspeito em vídeo, e as imagens foram entregues à polícia, que agora dispõe de material visual para identificá-lo e capturá-lo.
Em uma manhã de outubro em Vilhena, um homem de aparência respeitável percorreu o bairro Cristo Rei com promessas de cestas básicas e eletrodomésticos — moeda antiga dos que exploram a boa-fé dos mais vulneráveis. Uma idosa de 71 anos, seduzida pela generosidade encenada, entregou sua confiança e perdeu seu celular. O episódio lembra que a violência nem sempre chega com força: às vezes, chega com um sorriso e um pedido de água.
Em uma manhã de sábado em Vilhena, um homem bem apresentável percorreu o bairro Cristo Rei com uma proposta generosa demais: prometia cesta básica, lavadora de roupas e cadastros em programas sociais — tudo que pedia em troca eram documentos pessoais ou o uso de um celular por alguns minutos. Duas idosas receberam sua visita. Uma desconfiou. A outra não.
Na primeira casa, a moradora chegou a deixá-lo entrar e ofereceu café, mas recusou entregar seus documentos quando ele pediu. Sem conseguir o que buscava, o homem foi embora de mãos vazias — mas não desistiu. Pouco depois, chegou à casa de uma segunda idosa, de 71 anos. Desta vez, alegou que seu celular havia descarregado e pediu emprestado o dela para completar um cadastro. Em troca, prometeu uma cesta básica. A mulher concordou.
Enquanto manipulava o aparelho — um celular novo, adquirido naquele ano por mais de R$ 1 mil —, o homem pediu um copo d'água. A idosa foi à cozinha. Quando voltou, a casa estava vazia: o visitante havia desaparecido com o celular.
A filha da primeira vítima, que havia gravado imagens do suspeito durante a visita, documentou seu rosto e aparência com clareza. Quando a idosa roubada registrou o furto na delegacia, esses vídeos foram entregues aos investigadores. A polícia agora dispõe de material visual que pode levar à identificação e captura do golpista que operava no bairro naquele outubro.
No sábado de manhã em Vilhena, um homem bem apresentável bateu em portas do bairro Cristo Rei com uma proposta que soava generosa demais para ser verdade. Ele prometia cesta básica, lavadora de roupas automática, cadastros em programas sociais — tudo que precisava era de documentos pessoais, ou de um celular por alguns minutos. Duas mulheres idosas receberam sua visita naquele dia. Uma desconfiou. A outra não.
A primeira vítima, uma dona de casa de 71 anos, recebeu o visitante em sua casa. Ele havia vindo de uma residência vizinha, onde a moradora o deixou entrar, ofereceu café, mas recusou entregar seus documentos quando ele pediu. Naquela primeira tentativa, o homem prometeu à idosa que ela receberia não apenas uma cesta básica, mas também uma lavadora de roupas de última geração — um aparelho "faz tudo", como ele descreveu. A mulher hesitou, desconfiou do arranjo, e se recusou a fornecer seus documentos. Sem conseguir o que buscava, ele saiu da casa de mãos vazias.
Mas o homem não desistiu. Pouco depois, ele chegou à casa de uma segunda moradora, também idosa. Desta vez, sua abordagem foi ligeiramente diferente. Bem vestido, ele conseguiu convencê-la a deixá-lo entrar. Dentro da casa, alegou que seu próprio celular tinha descarregado e pediu emprestado o dela para completar um cadastro. Se ela cooperasse, disse, receberia uma cesta básica como recompensa. A mulher concordou.
Enquanto manipulava o aparelho — um celular novo, comprado naquele ano, pelo qual ela havia desembolsado mais de mil reais — o homem pediu um copo d'água. A idosa se dirigiu à cozinha. Quando voltou, encontrou a casa vazia. O visitante havia desaparecido, levando consigo o celular.
A filha da primeira vítima, a mulher que havia recebido a visita do golpista em sua própria casa e o deixou entrar antes de ir à casa de sua mãe, foi quem documentou o ocorrido. Ela havia gravado vídeos do homem — imagens que mostram claramente seu rosto e sua aparência. Quando a idosa roubada registrou o furto na delegacia de polícia, entregou essas filmagens aos investigadores. Os vídeos agora servem como ferramenta para identificar e localizar o suspeito. A polícia local possui material visual que pode levar à captura do ladrão golpista que operava no bairro naquele sábado de outubro.
Citações Notáveis
Ele prometeu cadastrar a vítima para que ela recebesse uma cesta básica e uma lavadora de roupas automática— Relato da filha da primeira vítima
Ele alegou que seu celular havia descarregado e pediu o da aposentada para fazer o cadastro— Descrição do segundo golpe