Durante décadas, o cofre subterrâneo do Federal Reserve em Nova York funcionou como um templo secular da confiança global: nações depositavam ali seu ouro porque a palavra americana era garantia suficiente. Agora, o economista Paul Krugman observa que essa confiança está se desfazendo — bancos centrais holandês e francês já movem bilhões em reservas para Londres e Paris, não por razões logísticas, mas por um temor que antes seria impensável: o de que o governo dos Estados Unidos pudesse confiscar o que não é seu. O movimento é pequeno em volume, mas imenso em significado — é o mundo recalibran