Num país que consumiu oito presidentes em dez anos, Keiko Fujimori tomou posse nesta terça-feira carregando o peso de uma vitória apertada e a esperança de que a estabilidade, desta vez, possa finalmente se instalar. Suas primeiras escolhas — um vice-primeiro-ministro aliado de longa data, um economista pró-mercado no comando das finanças e um jornalista com raízes na embaixada americana como chanceler — revelam uma aposta deliberada: transformar segurança pública em porta de entrada para a recuperação econômica e o realinhamento diplomático. O desafio não é apenas governar, mas quebrar um cic