Após quatro tentativas e décadas de espera, Keiko Fujimori tomou posse como presidente do Peru numa terça-feira de julho, herdando um dos cargos mais instáveis do mundo e um país dividido entre a esperança na ordem e a memória das feridas abertas por seu pai. Sua vitória, decidida por menos de 50 mil votos, carrega ao mesmo tempo a promessa de estabilidade institucional e o peso de um legado que famílias de vítimas ainda choram. O Peru, como tantas nações que buscam reconstrução, se vê diante da tensão eterna entre a necessidade de governar e a exigência de fazer justiça.
Keiko Fujimori assume Presidência do Peru com melhor perspectiva de estabilidade, mas legado paterno gera resistência
Famílias de vítimas de crimes de Estado durante governo Fujimori e mortos em protestos do governo Boluarte manifestam-se contra a posse, buscando justiça por desaparecidos e mortos em repressão militar.