No cruzamento entre a justiça e a política eleitoral, o ministro Kassio Nunes Marques pondera se o tempo — especificamente o fim das eleições de outubro — pode devolver-lhe a legitimidade para julgar o caso do Banco Master sem que sua posição como árbitro eleitoral contamine o veredicto. Sua ausência temporária, motivada por cautela institucional e agravada por revelações sobre pagamentos ao seu filho, já alterou o equilíbrio de forças dentro do Supremo. A questão que permanece é se o retorno de um ministro pode ser ao mesmo tempo um ato de isenção e um gesto de poder.