Kassab diz que Tarcísio decidirá composição da chapa para reeleição em SP

Quem vai compor a chapa é o governador Tarcísio
Kassab evita confirmar se será vice, deixando a decisão explicitamente nas mãos do governador.

No jogo lento das alianças políticas, Gilberto Kassab escolheu a ambiguidade como estratégia: sem recusar, sem confirmar, o presidente do PSD sinalizou ao governador Tarcísio de Freitas que está disponível para 2026 — mas em seus próprios termos. A cautela não é hesitação, mas negociação: um partido que projeta até 90 deputados federais não precisa aceitar o primeiro convite que chega.

  • Kassab afirmou estar 'pronto para qualquer convite ou convocação' de Tarcísio, mas recusou confirmar se será o vice na chapa de reeleição ao governo de São Paulo.
  • A resposta evasiva transfere a responsabilidade da decisão ao governador, revelando uma tensão velada entre lealdade partidária e autonomia política.
  • O PSD projeta eleger entre 85 e 90 deputados federais e até 9 senadores em 2026, o que amplia o poder de barganha de Kassab nas negociações.
  • Kassab sinalizou que prefere disputar como candidato — não como vice — caso tenha essa oportunidade, complicando as articulações em torno da chapa.

Gilberto Kassab deixou em aberto sua participação na chapa de reeleição de Tarcísio de Freitas em São Paulo. Em entrevista ao Canal Livre, da Band, o presidente do PSD afirmou estar pronto para 'qualquer convite ou convocação' do governador, mas evitou confirmar se ocuparia a posição de vice. Quando pressionado, desviou a decisão: 'Quem vai compor a chapa é o governador Tarcísio, a sua decisão será respeitada por nós.'

A postura é estratégica. Kassab, que ocupa a secretaria de Governo e Relações Institucionais no estado, deixou claro que gosta de disputar eleições e que, se tiver oportunidade, prefere concorrer como candidato. A cautela reflete não fraqueza, mas cálculo: o PSD projeta eleger entre 85 e 90 deputados federais e de seis a nove senadores em 2026, o que coloca o partido em posição de força nas negociações presidenciais.

Essa musculatura legislativa dá a Kassab margem de manobra. Ele sinalizou que o PSD não precisa vincular sua escolha de candidato presidencial a compromissos com o Congresso — uma declaração de autonomia que reposiciona o partido como ator central, não coadjuvante. A resposta evasiva sobre o cargo de vice, portanto, é menos uma recusa do que um sinal: Kassab está aguardando o melhor momento e a melhor oferta antes de confirmar seu lugar na chapa.

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, deixou em aberto nesta semana sua participação na chapa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo, mas sinalizou disposição total para o que vier. Em entrevista ao Canal Livre, da Band, o político afirmou estar "pronto para atender qualquer convite ou convocação" do governador, sem, contudo, confirmar se ocuparia especificamente a posição de vice.

A resposta de Kassab foi estratégica. Quando pressionado sobre o tema, ele desviou a responsabilidade da decisão para Tarcísio, dizendo que "quem vai compor a chapa é o governador Tarcísio, a sua decisão será respeitada por nós". O tom sugeria abertura, mas sem comprometimento prévio com nenhum cargo específico. Kassab, que atualmente ocupa a secretaria de Governo e Relações Institucionais no estado, também aproveitou para reafirmar sua disposição para disputar eleições. "Eu gosto de disputar eleição", declarou, acrescentando que se tiver oportunidade, prefere concorrer como candidato.

A cautela de Kassab reflete a complexidade das negociações que cercam a sucessão política em São Paulo. Embora o PSD seja uma força importante no governo Tarcísio, a definição de quem acompanhará o governador em sua busca pela reeleição envolve cálculos que vão além de simples lealdade partidária. O presidente do PSD deixou claro que sua prioridade é fortalecer o partido nas próximas eleições, não necessariamente ocupar um cargo específico.

Essa postura ganha contexto quando se observam as projeções do PSD para 2026. Kassab afirmou que o partido espera eleger entre 85 e 90 deputados federais, além de seis a nove senadores. Com essa força no Congresso Nacional, o PSD se posiciona como um ator político relevante nas negociações presidenciais que virão. O presidente do partido deixou claro que essa força legislativa lhe dá margem de manobra: "Nós vamos estar muito bem posicionados", disse, indicando que o PSD não precisa vincular sua escolha de candidato presidencial a compromissos com o Congresso.

A declaração de Kassab marca um momento de transição nas articulações políticas estaduais. Enquanto Tarcísio se prepara para sua campanha de reeleição, o PSD negocia sua posição tanto no governo quanto nas eleições federais. A resposta evasiva sobre o cargo de vice, portanto, não é uma recusa, mas um sinal de que Kassab está negociando de uma posição de força, aguardando o melhor momento e a melhor oferta antes de confirmar seu lugar na chapa.

Estou pronto para atender qualquer convite ou convocação
— Gilberto Kassab
Eu gosto de disputar eleição. Se tiver oportunidade, eu disputo como candidato
— Gilberto Kassab
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Kassab não respondeu diretamente sobre ser vice?

Model

Porque responder agora o prenderia a um cargo antes de saber qual será sua melhor posição. Ele está negociando de uma posição forte.

Inventor

Qual é essa posição forte?

Model

O PSD projeta eleger entre 85 e 90 deputados federais e até nove senadores. Com essa força no Congresso, Kassab tem peso para escolher, não apenas aceitar.

Inventor

Então ele pode não aceitar ser vice?

Model

Pode. Ele disse que prefere disputar como candidato, não necessariamente como vice. A porta está aberta, mas não está fechada em nenhuma direção.

Inventor

E Tarcísio? Ele está esperando Kassab decidir?

Model

Não. Tarcísio é quem decide a composição da chapa. Kassab apenas disse que respeita essa decisão e está pronto se for chamado.

Inventor

Isso é uma negociação ou uma submissão?

Model

É uma negociação disfarçada de submissão. Kassab diz que aceita qualquer coisa, mas deixa claro que o PSD tem outras opções e outras ambições.

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