Stray Kids fez história como primeiro grupo k-pop headliner do Rock in Rio, com fãs STAYs dominando o público com lightsticks, photocards e coreografias sincronizadas. Hwasa se tornou a primeira artista solo feminina do k-pop a se apresentar no festival, consolidando sua identidade como popstar empoderada e desbravadora do gênero.
K-pop estreia no Rock in Rio com Stray Kids dominante e Jamiroquai atemporal
O maior espetáculo veio da plateia
Por que o Rock in Rio fez essas concessões estruturais especificamente para o k-pop? Parece uma mudança significativa.
Porque o k-pop tem uma cultura de fã muito específica e organizada. Os lightsticks, as coreografias sincronizadas, os photocards — isso não é acessório, é parte da identidade. O festival reconheceu que ignorar isso seria desrespeitar quem veio.
Mas a pergunta é: quantas pessoas vieram especificamente pelos Stray Kids? O texto diz que o público teen foi "dominante", mas não dá números. Sabemos que a plateia era grande, mas não sabemos se era 5 mil ou 50 mil.
E quanto a Hwasa? Ela parece ser um ponto de virada importante.
Ela é. Primeira artista solo feminina do k-pop no festival. Mas mais que isso: ela representa uma ruptura dentro do próprio k-pop. Ela canta sobre sexualidade e empoderamento de um jeito que desafia a indústria coreana.
O texto diz que ela "se posiciona como" feminista, mas não temos citação direta dela dizendo isso. É uma caracterização do jornalista, não uma afirmação dela própria.
Jamiroquai parece ter sido uma escolha arriscada para esse dia.
Arriscada, mas inteligente. Zé Ricardo, o curador, sabia que os fãs de Stray Kids ficariam no Palco Mundo. Então colocou Jamiroquai em um horário que permitisse que pais levassem filhos, criando uma experiência diferente.
Mas o texto não explica por que Jamiroquai especificamente. Por que não outro artista? Qual era a lógica curatorial além de "pais e filhos"?
E Alok? Como ele se saiu em um dia tão focado em k-pop?
Alok tinha credibilidade para estar ali. Lançou uma colaboração inédita com Twice, um grupo k-pop grande. Isso não era uma presença deslocada — era uma ponte entre mundos.
Mas a plateia dele foi "modesta", segundo o texto. E a maioria que estava lá "engajou" em vez de conversar — o que sugere que muitos shows do festival têm plateia desengajada. Isso é um problema maior que o texto não explora.
Der Puls
- Stray Kids foi o primeiro grupo k-pop headliner do Rock in Rio 2026
- Hwasa se tornou a primeira artista solo feminina do k-pop a se apresentar no festival
- O festival liberou lightsticks e construiu uma passarela especial no Palco Mundo para acomodar o k-pop
- Alok lançou um feat inédito com o grupo Twice durante sua apresentação
- Jamiroquai tocou no Palco Sunset 15 anos após sua última apresentação no festival
Stray Kids fez história como primeiro grupo k-pop headliner do Rock in Rio, com fãs STAYs dominando o público com lightsticks, photocards e coreografias sincronizadas. Hwasa se tornou a primeira artista solo feminina do k-pop a se apresentar no festival, consolidando sua identidade como popstar empoderada e desbravadora do gênero.
O quinto dia do Rock in Rio 2026 marcou a estreia histórica do k-pop no festival, com o grupo Stray Kids como headliner dominante, acompanhado por Hwasa, Alok e a banda britânica Jamiroquai no palco Sunset.
Na sexta-feira 11 de setembro, o Rock in Rio 2026 abriu as portas para um capítulo inédito em sua história: a estreia do k-pop como atração de peso no festival carioca. Os Stray Kids chegaram como headliner da noite, e o público que os aguardava transformou o Palco Mundo em um mar de bastões luminosos, camisetas temáticas e acessórios que marcam a identidade visual dos fãs do grupo sul-coreano. Não era apenas um show; era uma celebração de comunidade, com os STAYs — como se chamam os seguidores — respondendo a cada movimento dos oito integrantes com gritos, cânticos e coreografias sincronizadas.
O festival fez concessões estruturais para receber o k-pop em sua plenitude. Os lightsticks, aqueles bastões de luz que são praticamente sagrados entre os fãs de grupos coreanos, foram liberados pela primeira vez no Palco Mundo. A organização também construiu uma passarela monumental que não faz parte do cenário convencional do palco principal, permitindo que os integrantes se movimentassem de forma mais dinâmica. Essas mudanças sinalizavam que o Rock in Rio reconhecia a força e a especificidade dessa audiência, adaptando-se a ela em vez de forçar o grupo a se encaixar em moldes preexistentes.
Antes dos Stray Kids, o palco recebeu Hwasa, que entrou para a história como a primeira artista solo feminina do k-pop a se apresentar no festival. Ela chegou desfilando, com a música que leva seu nome tocando, seguida pela enérgica "Chili". Hwasa construiu sua carreira solo cantando sobre autoestima, empoderamento e sexualidade — temas que desafiam a polidez típica das ídolas coreanas. No palco, ela se apresentou como uma popstar old-school: cantava bem, dançava muito, tinha presença de palco e sensualidade. Sua performance foi tão marcante quanto sua própria trajetória — uma mulher que se posiciona como desbravadora dentro de um gênero que historicamente exige conformidade.
Alok, o DJ goiano de 35 anos, foi colocado em uma posição delicada: apresentar-se entre duas atrações de k-pop em um dia dedicado ao gênero. Mas ele tinha trunfos. Lançou um feat inédito com o grupo Twice, outro nome forte do k-pop, e apresentou um medley de funk carioca que incluía "Rap da Felicidade" e "Nova Geração". Quando questionado sobre a coerência de sua presença naquele dia, respondeu direto: "A resposta está aqui". Também apresentou "Keep Art Human", um show que havia estreado no Coachella no ano anterior, e a plateia respondeu bem.
No Palco Sunset, Jamiroquai ocupava um espaço peculiar. A banda britânica estava em sua segunda passagem pelo Rock in Rio — 15 anos após a última apresentação — mas tocava logo antes do headliner do Palco Mundo, em um horário que criava uma concorrência desigual. As fãs de Stray Kids permaneceram no palco principal, deixando o Sunset com uma plateia composta principalmente por pais e alguns filhos. Segundo Zé Ricardo, curador do festival, essa era exatamente a intenção. E funcionou: o groove atemporal do Jamiroquai, que mistura funk, soul, disco com elementos eletrônicos de house e hip-hop, fez até as crianças dançarem. Baixo inquieto, percussão apertada, teclas brilhantes — ninguém ficou parado.
Os Garotin fizeram sua estreia no Rock in Rio trazendo a energia do baile black que marca a origem do trio fluminense. Elegantíssimos, entraram usando óculos escuros e trajes de alfaiataria brilhosos, com uma estrutura de palco que incluía uma escadaria coberta de glitter prateado e projeções que simulavam camarotes em ouro. Nexz abriu o dia com mortais e saltos, vestindo camisetas de bandas de rock clássicas — Ramones, Black Sabbath — e calças jeans largas. Jota.pê, acompanhado por Luedji Luna e Zaynara, apostou na conexão entre diferentes sonoridades da música brasileira, unindo a delicadeza da MPB, a potência da música afro-brasileira e a energia do pop paraense.
O que ficou claro naquele quinto dia é que o k-pop não chegou ao Rock in Rio como uma curiosidade passageira. Os fãs dos Stray Kids dominaram o público, transformaram o festival em seu espaço, e a organização respondeu com adaptações estruturais que reconhecem a legitimidade dessa comunidade. Hwasa abriu caminho como primeira mulher solo do gênero no festival. E enquanto isso acontecia, outras sonoridades — do funk ao acid jazz, da MPB ao pop paraense — encontravam seus próprios públicos nos palcos secundários. O festival, em seu quinto dia de 2026, mostrou que conseguia conter múltiplas histórias simultaneamente, cada uma com seu próprio peso e significado.
Bemerkenswerte Zitate
A resposta está aqui. Não se importem com o julgamento das pessoas mais chatas do mundo. Sejam vocês mesmas.— Alok, sobre a coerência de sua presença em um dia dedicado ao k-pop