Pela quarta vez, o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a assembleia do Corinthians convocada para votar a reforma de seu estatuto, atendendo a conselheiros vitalícios que questionam a legitimidade do rito adotado. No centro da disputa está uma tensão antiga entre quem detém o poder de propor mudanças e quem deseja acelerá-las — e o tribunal, diante do risco de consequências irreversíveis sobre as eleições de 2026, escolheu a cautela. O impasse revela que reformar as regras de uma instituição exige, antes de tudo, que essas regras sejam respeitadas no próprio caminho da mudança.