No limiar de uma assembleia que poderia redesenhar as regras do jogo democrático interno do Corinthians, a Justiça de São Paulo interveio com cautela: não para declarar vencedores ou culpados, mas para preservar a possibilidade de reversão. Três associados questionaram se o processo de reforma estatutária respeitou os próprios ritos que o clube estabeleceu para se governar, e um desembargador reconheceu que essa dúvida merece ser ouvida antes que decisões irreversíveis sejam tomadas. É o direito cumprindo sua função mais essencial — criar tempo onde havia pressa.