Em um momento que marca a história do capitalismo brasileiro, a Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira o maior plano de recuperação extrajudicial já registrado no país, envolvendo R$ 61,4 bilhões em dívidas da Raízen. O acordo, construído sobre o consentimento de 81,6% dos credores financeiros, transforma uma crise silenciosa — gestada por juros altos, safras adversas e investimentos pesados — em um novo contrato social entre a empresa e quem nela apostou. A homologação não é o fim da provação, mas o início de um teste mais longo: o de saber se reorganizar no papel se converte em so