Em um momento que ressoa além dos balanços contábeis, o Tribunal de Justiça de São Paulo homologou o maior plano de recuperação extrajudicial da história corporativa brasileira: quase cem bilhões de reais em passivos da Raízen reorganizados com o respaldo de mais de quatro quintos de seus credores. O episódio revela não apenas a escala dos desequilíbrios acumulados por uma das maiores empresas do país, mas também a maturidade crescente do mercado de reestruturações, capaz de construir consenso onde antes predominava o litígio. Para a Raízen — nascida da aliança entre Cosan e Shell — o acordo m