Após onze anos de recuperação judicial e um rastro de irregularidades fiscais documentadas por investigações federais e estaduais, o Grupo Refit — operador da histórica Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro — teve sua falência decretada em 31 de agosto de 2026. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira reconheceu o que os investigadores já suspeitavam: que o modelo de negócio do grupo estava fundado não na produção legítima, mas na sonegação sistemática. É o colapso de uma empresa que, ao tentar escapar da crise pela via judicial, revelou-se incapaz de existir dentro da legalidade.