Em Teresina, uma disputa por pensão alimentícia conquistada após décadas de separação culminou na morte de Marilena Pereira da Rocha, baleada pelo ex-marido enquanto pedalava em sua rua. No dia 13 de dezembro, o tenente aposentado Pedro José de Oliveira, de 66 anos, será levado ao Tribunal Popular do Júri para responder por um crime que transforma em tragédia a busca de uma mulher por amparo e dignidade. O caso nos lembra que a violência doméstica raramente nasce do nada — ela cresce no silêncio das ameaças ignoradas e das tensões que o tempo não apaga.
Julgamento de tenente aposentado acusado de matar ex-esposa marcado para dezembro
Três disparos em uma bicicleta, cinco dias de internação, uma vida encerrada
Por que esse caso está sendo julgado agora, quase dois anos depois do crime?
O sistema de justiça criminal leva tempo. Houve investigação, denúncia formal, e agora o caso chega ao tribunal do júri, que é a etapa final para crimes como homicídio.
Mas a gente sabe que ele foi preso no mesmo dia. Então a questão não é se ele estava lá — é se o tribunal vai considerar isso homicídio ou algo diferente.
E qual era exatamente o conflito entre eles?
Eles estavam separados há 20 anos, mas Marilena conseguiu na Justiça uma pensão alimentícia porque tinham cinco filhos e ela não conseguia trabalhar por problemas de saúde.
Espera — R$ 738,25 por mês? Isso é pouco. Mas aparentemente foi o suficiente para gerar essa raiva.
Havia sinais de que algo assim poderia acontecer?
Sim. Familiares e amigos disseram que ela recebia ameaças. Não era uma situação que veio do nada.
Mas a gente não sabe quantas ameaças, quando começaram, ou se foram denunciadas à polícia. Isso importa para entender se havia proteção possível.
E agora, o que muda com o julgamento?
O júri vai decidir se Pedro é culpado. Se condenado, ele vai para a prisão. É o desfecho legal do caso.
Mas para os cinco filhos deles, que perderam a mãe e agora veem o pai julgado — o julgamento não muda nada do que já aconteceu.
The Pulse
- Uma mulher de 59 anos foi baleada três vezes enquanto andava de bicicleta no bairro Mocambinho, em Teresina, sobrevivendo apenas cinco dias após o ataque.
- A motivação apontada pela acusação é uma sentença judicial que obrigava o ex-marido a pagar R$ 738,25 mensais de pensão — valor modesto que, ao que tudo indica, foi suficiente para desencadear o crime.
- Familiares relataram que Marilena vinha recebendo ameaças antes de ser atacada, sinais de perigo que não foram suficientes para evitar o desfecho fatal.
- Pedro José de Oliveira foi preso no mesmo dia do crime e, quase dois anos depois, finalmente enfrentará um júri popular presidido pela juíza Maria Zilnar Coutinho Leal.
- O julgamento, marcado para 13 de dezembro, representa o momento em que a sociedade, reunida em tribunal, decidirá o peso legal de uma vida ceifada por violência e ressentimento.
Em Teresina, uma disputa por pensão alimentícia conquistada após décadas de separação culminou na morte de Marilena Pereira da Rocha, baleada pelo ex-marido enquanto pedalava em sua rua. No dia 13 de dezembro, o tenente aposentado Pedro José de Oliveira, de 66 anos, será levado ao Tribunal Popular do Júri para responder por um crime que transforma em tragédia a busca de uma mulher por amparo e dignidade. O caso nos lembra que a violência doméstica raramente nasce do nada — ela cresce no silêncio das ameaças ignoradas e das tensões que o tempo não apaga.
No dia 13 de dezembro, Teresina será palco do julgamento de Pedro José de Oliveira, tenente aposentado de 66 anos acusado de matar a ex-esposa Marilena Pereira da Rocha. A sessão, presidida pela juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, começa às 8 da manhã no Tribunal Popular do Júri.
O crime aconteceu em 26 de janeiro de 2022, no bairro Mocambinho, zona Norte da cidade. Marilena pedalava pela rua quando um carro se aproximou e Pedro, segundo a denúncia, disparou três vezes contra ela. Ainda com vida, a vítima identificou o ex-marido como o autor dos tiros. Cinco dias depois, ela morreu no Hospital de Urgência de Teresina.
Por trás do ataque havia uma história de duas décadas. Separados há 20 anos e pais de cinco filhos, o casal vivia em conflito crescente. Com problemas de saúde que a impediam de trabalhar, Marilena recorreu à Justiça e obteve uma pensão alimentícia de R$ 738,25 mensais. Para Pedro, a decisão judicial parece ter sido o estopim.
Familiares relataram que ela vinha recebendo ameaças antes do ataque — avisos que, somados ao histórico de separação turbulenta, revelam um ambiente de tensão que ninguém conseguiu deter a tempo. Pedro foi preso no mesmo dia do crime.
Quase dois anos depois, o caso chega ao júri. O veredicto dirá se um homem que um dia fez um juramento de servir e proteger responderá pela morte de uma mulher que apenas buscava segurança para viver.
No dia 13 de dezembro, um tribunal popular em Teresina levará a julgamento o caso de Pedro José de Oliveira, um tenente aposentado de 66 anos, acusado de matar a ex-esposa Marilena Pereira da Rocha. A juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri, presidirá a sessão que começará às 8 da manhã.
O crime ocorreu em 26 de janeiro de 2022, no bairro Mocambinho, na zona Norte de Teresina. Marilena, então com 59 anos, pedalava pela região quando foi abordada por um carro. Segundo a denúncia, Pedro disparou três vezes contra ela e depois fugiu do local. Marilena foi socorrida com vida e identificou o ex-marido como o responsável pelos tiros, mas cinco dias depois, no dia 31 de janeiro, morreu no Hospital de Urgência de Teresina.
O que levou a esse desfecho trágico foi uma disputa financeira que atravessava duas décadas. O casal havia se separado 20 anos antes do crime. Eles tiveram cinco filhos juntos, e Marilena enfrentava problemas de saúde que a impediam de trabalhar. Ela recorreu à Justiça e conseguiu uma sentença favorável: uma pensão alimentícia de R$ 738,25 mensais. Para Pedro, aquela decisão judicial parece ter sido o ponto de ruptura.
Familiares e amigos de Marilena relataram que ela vinha recebendo ameaças antes do ataque. Essas advertências, somadas ao histórico de separação conflituosa, pintam um quadro de relacionamento marcado por tensão crescente. Pedro foi preso no mesmo dia em que cometeu o crime.
Agora, quase dois anos depois, o caso chegará ao tribunal do júri. A sessão de julgamento marca o encerramento de um processo que começou com disparos em uma rua de Teresina e terminou com a morte de uma mulher que apenas buscava segurança financeira para si e para seus filhos. O veredicto do júri determinará se Pedro será condenado pelo homicídio de Marilena.
Notable Quotes
Marilena identificou o ex-marido Pedro como responsável pelos disparos quando foi socorrida— Denúncia do caso
Familiares e amigos relataram que a vítima sofria ameaças— Investigação policial