Mais de duas décadas após os ataques que ceifaram quase três mil vidas, a busca por justiça no caso de 11 de Setembro continua a esbarrar nos limites que separam a segurança nacional do Estado de direito. Um juiz militar determinou que as confissões de Khalid Shaikh Mohammed ao FBI — obtidas em 2007, após anos de tortura e isolamento em prisões secretas da CIA — não podem ser admitidas como prova, por não terem sido prestadas de forma verdadeiramente livre. A decisão lembra que o modo como uma sociedade trata seus acusados revela tanto sobre ela mesma quanto os crimes que busca punir.
Juiz exclui confissões de Khalid Shaikh Mohammed do julgamento do 11/9
Os ataques de 11 de Setembro mataram quase 3 mil pessoas em Nova York, Pensilvânia e no Pentágono.