No Brasil, a independência judicial formal — concursos, estabilidade vitalícia, salários elevados — foi concebida como muralha contra a corrupção, mas pesquisas recentes revelam que essa arquitetura não é suficiente quando os incentivos permanecem desalinhados. Um estudo sobre ações de improbidade administrativa demonstra que prefeitos eleitos são condenados à metade da taxa dos não eleitos em casos comparáveis, sugerindo que o poder político encontra caminhos sutis para influenciar decisões judiciais. O caso Master serve de espelho para uma verdade incômoda: proteger a justiça exige não apena