Numa semana de setembro, três adolescentes entraram num laboratório da Universidade do Porto não apenas para estudar açúcar no sangue, mas para descobrir o que significa verdadeiramente fazer ciência. A questão que os guiou — se comer fruta inteira ou triturada altera a resposta glicémica do corpo — era simples na formulação, mas revelou-se rica em complexidade metodológica e em variabilidade humana. O que começou como um projeto exploratório sobre uvas, figos e framboesas terminou como algo mais duradouro: uma reconfiguração silenciosa das aspirações profissionais de três jovens que chegaram