Cinquenta anos após a morte de Mao Tsé-tung, a China se vê diante de um espelho incômodo: uma geração jovem redescobre o fundador comunista não apenas como figura histórica, mas como símbolo de identidade e resistência. Enquanto Xi Jinping orquestra cuidadosamente quais fragmentos desse legado devem permanecer iluminados, o fascínio espontâneo dos jovens revela que a memória coletiva raramente se deixa domesticar por completo. O que está em jogo não é apenas a reputação de um homem morto, mas a narrativa que sustenta o presente político da nação.