Em algum ponto entre a inovação e o engano, um jovem brasileiro construiu uma mulher que nunca existiu e faturou mais de duzentos mil reais com ela. O caso não é apenas uma história de empreendedorismo digital — é um espelho do momento em que vivemos, onde a inteligência artificial tornou tão acessível a criação de personas convincentes que a linha entre o real e o fabricado se dissolve silenciosamente nas plataformas que habitamos. O que emerge dessa história não é apenas uma questão de lucro, mas uma pergunta mais antiga sobre verdade, consentimento e o que significa, afinal, se relacionar c