No palco do Festival de Gramado, José Loreto apresentou a cinebiografia 'Chorão: só os loucos sabem' com a convicção de quem encontrou, numa única obra, o papel de uma vida. O que começou como uma imersão na história do cantor do Charlie Brown Jr. tornou-se também o cenário onde o ator encontrou sua companheira, Nanda Marques — lembrando que, às vezes, a arte não apenas imita a vida, mas a inaugura.
José Loreto exalta namorada Nanda Marques em apresentação de 'Chorão' em Gramado
Quando a gente faz uma coisa querendo muito, com muito desejo, com muita devoção, acho que a gente já tem metade do caminho andado
Por que um ator recusaria deixar um papel para outro, como Loreto fez com Chorão?
Porque às vezes um projeto toca algo dentro de você que vai além do trabalho. Loreto sentiu uma ligação espiritual com a história de Chorão, uma força que ele acreditava ser pessoal e intransferível.
E conhecer a namorada durante as gravações — isso muda a forma como se vê o filme depois?
Completamente. O filme deixa de ser apenas um trabalho. Vira um documento do tempo em que você estava se tornando alguém diferente, profissional e pessoalmente.
Ele disse que metade do caminho já está andado quando se faz algo com devoção. O que ele quis dizer com isso?
Que a intenção, o desejo genuíno, já carrega você até a metade. O resto é técnica, encaixe, timing. Quando você começa certo, o resto flui.
Por que apresentar o filme em Gramado, e não em outro lugar?
Gramado é um dos maiores festivais de cinema do Brasil. Levar um filme ali, na mostra competitiva, é levar para julgamento. É dizer: isto que fizemos merece estar aqui.
E elogiar a namorada no palco — era necessário?
Talvez não fosse necessário, mas era verdadeiro. Ele estava celebrando não só o filme, mas o caminho que o levou até ali, e ela fazia parte daquele caminho.
Der Puls
- Loreto chegou a Gramado carregando o peso de um projeto que ele se recusou a ceder a qualquer outro ator, convicto de uma ligação quase espiritual com Chorão.
- No discurso ao público, o ator interrompeu o tom solene para chamar a namorada de 'que linda', misturando o pessoal e o profissional diante da plateia.
- A presença de Nanda Marques no festival não é coincidência: os dois se conheceram no próprio set do filme, onde a vida do músico servia de pano de fundo para o início de um relacionamento.
- Loreto reconheceu o clichê de todo ator ter 'um filme especial', mas insistiu que, desta vez, a devoção ao trabalho tornava a afirmação genuína.
- O ator encerrou com uma aposta clara na mostra competitiva, esperando que o encantamento vivido nas gravações se transferisse integralmente ao público de Gramado.
No palco do Festival de Gramado, José Loreto apresentou a cinebiografia 'Chorão: só os loucos sabem' com a convicção de quem encontrou, numa única obra, o papel de uma vida. O que começou como uma imersão na história do cantor do Charlie Brown Jr. tornou-se também o cenário onde o ator encontrou sua companheira, Nanda Marques — lembrando que, às vezes, a arte não apenas imita a vida, mas a inaugura.
José Loreto subiu ao palco do Festival de Gramado ao lado de Nanda Marques para apresentar 'Chorão: só os loucos sabem', cinebiografia sobre o cantor do Charlie Brown Jr. que ele considera o trabalho mais importante de sua carreira. Durante o discurso, o ator pausou para elogiar publicamente a namorada, chamando-a de 'que linda' diante da plateia — um gesto que revelava quanto o pessoal e o profissional estavam entrelaçados naquele momento.
Loreto explicou que jamais cogitou ceder o papel a outro intérprete, convencido de que havia uma força particular naquele projeto que só ele poderia trazer à tela. Descreveu um processo de imersão total, feito com amor e devoção, como quem encaixa uma peça no lugar exato. E o encaixe foi literal: foi justamente no set, cercado pela história de Chorão, que ele e Nanda Marques se conheceram.
Um ano depois das gravações, os dois estavam juntos no palco de Gramado, apresentando o resultado daquele processo criativo que os uniu. Loreto reconheceu o clichê de todo ator afirmar ter um filme especial, mas insistiu que o desejo genuíno e a devoção tornavam este caso diferente. Encerrou com uma esperança clara: que o filme encantasse o público na mostra competitiva — não como pedido tímido, mas como expressão de confiança no trabalho e na história que tinham para contar.
José Loreto subiu ao palco do Festival de Gramado com um filme que ele considera o mais importante de sua carreira e uma namorada ao seu lado. A apresentação de 'Chorão: só os loucos sabem' aconteceu na mostra competitiva do evento, e durante o discurso, o ator não hesitou em elogiar publicamente Nanda Marques, chamando-a de "que linda" diante da plateia.
O filme é uma cinebiografia sobre a vida do cantor Chorão, do Charlie Brown Jr., e Loreto falou com uma convicção que vai além do entusiasmo típico de um ator em festival. Ele explicou que se recusou a deixar o papel para qualquer outro intérprete, convencido de que havia uma ligação espiritual e uma força particular naquele projeto que só ele poderia trazer à tela. A dedicação não foi superficial: Loreto descreveu um processo de imersão total, feito com amor e devoção, como se estivesse encaixando uma peça em seu lugar exato.
O que torna a história particularmente interessante é que Nanda Marques não é apenas uma companheira de vida do ator. Os dois se conheceram durante as gravações do filme, no set onde Loreto estava vivendo a vida do músico. Aquele ambiente de trabalho intenso, cercado pela história de Chorão, foi onde o relacionamento começou. Agora, um ano depois, ambos estavam juntos no palco de Gramado, apresentando o resultado daquele processo criativo que os uniu.
Loreto foi claro sobre o significado do projeto. Reconheceu que todo ator diz que tem um filme especial em sua carreira, mas insistiu que este era genuinamente diferente para ele. Falou sobre metade do caminho já estar andado quando se faz algo com desejo genuíno e devoção, deixando apenas os detalhes finais para se encaixarem perfeitamente. Aquele encaixe, segundo ele, aconteceu como uma luva na hora certa.
O ator encerrou sua fala com uma esperança clara: que o filme encantasse o público na mostra competitiva. Não era um pedido tímido, mas uma expressão de confiança no trabalho realizado e na história que tinham para contar. A presença de Nanda Marques ao seu lado, celebrada publicamente naquele momento, parecia ser parte integral daquele encantamento que ele esperava transmitir.
Bemerkenswerte Zitate
Estou neste filme porque ninguém queria mais do que eu fazer esse cara. Não ia deixar ninguém fazer esse filme no meu lugar— José Loreto
Este é o filme da minha vida— José Loreto