João Rodrigues declara R$ 2,1 mi e vice Chiodini R$ 26,7 mi ao TSE

Patrimônio de Chiodini cresceu 2891% em dois anos
O vice na chapa ao governo de Santa Catarina saltou de R$ 892 mil para R$ 26,7 milhões entre 2024 e 2026.
Mark

Por que a diferença entre o patrimônio do candidato e do vice é tão grande?

Mimi

Não há uma explicação óbvia. Chiodini tem mais de doze vezes o patrimônio de Rodrigues. Isso pode refletir históricos financeiros diferentes, mas também levanta perguntas sobre como esses recursos foram acumulados.

Mark

O crescimento de Rodrigues parece concentrado em participações societárias. O que isso significa?

Mimi

Significa que a maior parte do aumento dele está em empresas ou cotas de empresas, principalmente registradas em nome de suas filhas. Não é dinheiro em conta bancária ou investimentos tradicionais.

Mark

E Chiodini? Onde está o dinheiro dele?

Mimi

Em investimentos, fundos e depósitos. Ele tem R$ 24,1 milhões nessas categorias. É uma estrutura financeira mais tradicional, mas o crescimento é ainda mais dramático que o de Rodrigues.

Mark

Quanto tempo levou para isso acontecer?

Mimi

Dois anos. Em 2024, Chiodini tinha menos de R$ 900 mil. Agora tem R$ 26,7 milhões. Rodrigues saiu de R$ 133 mil para R$ 2,1 milhões no mesmo período.

Mark

Isso é legal?

Mimi

Declarar patrimônio é obrigatório. O que é legal ou não depende de como esse patrimônio foi adquirido, e isso não está nessas declarações. Elas apenas mostram o que cada um possui agora.

  • Em dois anos, o patrimônio de Rodrigues saltou de R$ 133 mil para R$ 2,1 milhões — um crescimento de 1495% concentrado em participações societárias registradas em nome de suas filhas.
  • Chiodini supera o próprio candidato ao governo: seu patrimônio explodiu de R$ 892 mil para R$ 26,7 milhões, um aumento de 2891%, impulsionado por investimentos financeiros.
  • A disparidade entre os dois é gritante — o vice declarou mais de doze vezes o patrimônio do cabeça de chapa, invertendo a lógica habitual de hierarquia política e financeira.
  • Os dados foram extraídos da plataforma DivulgaCand do TSE no domingo, um dia após o encerramento do prazo para registro de candidaturas, abrindo espaço para escrutínio público.
  • A composição da chapa e a origem dos recursos passam a ser questões centrais para eleitores e analistas que acompanham a disputa pelo governo catarinense.

Em Santa Catarina, a corrida ao governo estadual começa a revelar não apenas projetos políticos, mas também trajetórias financeiras que desafiam a compreensão comum sobre acumulação de riqueza. João Rodrigues e seu vice Carlos Chiodini apresentaram ao TSE declarações patrimoniais que cresceram, respectivamente, 1495% e 2891% em apenas dois anos — números que, por si sós, convidam à reflexão sobre as relações entre poder, dinheiro e representação democrática. A transparência eleitoral existe precisamente para que a sociedade possa fazer essas perguntas.

João Rodrigues, candidato ao governo de Santa Catarina pelo PSD, declarou ao TSE um patrimônio de R$ 2.122.223,43. Seu vice, Carlos Chiodini, do MDB, informou R$ 26.711.216,48 — mais de doze vezes o valor do cabeça de chapa. Os registros foram consultados na plataforma DivulgaCand no domingo, um dia após o encerramento do prazo para inscrição de candidaturas.

O que surpreende não é apenas a diferença entre os dois, mas a velocidade do crescimento de cada um. Quando Rodrigues se elegeu prefeito de Chapecó em 2024, declarou apenas R$ 133 mil em bens. Em dois anos, esse valor cresceu 1495%. O principal motor desse salto foram duas participações societárias, avaliadas em cerca de R$ 960 mil cada, registradas em nome de suas duas filhas.

Chiodini apresenta trajetória ainda mais acentuada. Em 2024, ao concorrer à prefeitura de Itajaí, declarou R$ 892 mil. Hoje, seu patrimônio chega a R$ 26,7 milhões — alta de 2891%. A maior parte desse crescimento está em investimentos financeiros: aplicações, fundos e participações societárias somam R$ 24,1 milhões em 2026, contra R$ 781 mil declarados nas mesmas categorias dois anos atrás.

A disparidade patrimonial entre candidato e vice, aliada aos aumentos expressivos em tão curto intervalo, coloca questões sobre a composição da chapa e sobre a influência de recursos financeiros na campanha que se inicia pelo governo catarinense.

João Rodrigues e Carlos Chiodini apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral declarações de patrimônio que revelam uma disparidade notável entre o candidato ao governo de Santa Catarina e seu vice. Rodrigues, apoiado pelo PSD, informou possuir R$ 2.122.223,43 em bens, enquanto Chiodini, do MDB, declarou R$ 26.711.216,48 — mais de doze vezes o valor do cabeça de chapa. Os registros foram consultados no site do TSE através da plataforma DivulgaCand no domingo, um dia após o encerramento do prazo para inscrição de candidaturas.

O que chama atenção não é apenas a diferença absoluta entre os dois, mas a trajetória de crescimento patrimonial de cada um nos últimos dois anos. Quando Rodrigues se elegeu prefeito de Chapecó em 2024, declarou apenas R$ 133.057,06 em bens. Sua fortuna cresceu 1495% em apenas dois anos — um salto de quase quinze vezes. O maior responsável por esse aumento foram duas participações societárias, ambas avaliadas em R$ 960.030,00 cada, descritas como créditos de cessionária e registradas em nome de suas duas filhas. O restante de seu patrimônio é composto por consórcio de automóveis, fundos de investimento e depósitos bancários.

Chiodini apresenta um crescimento ainda mais expressivo. Em 2024, quando concorreu à prefeitura de Itajaí, declarou R$ 892.879,46. Dois anos depois, seu patrimônio atingiu R$ 26.711.216,48 — um aumento de 2891%. A maior parte desse crescimento concentra-se em investimentos financeiros. Nos campos de aplicações, fundos, depósitos em contas e participações societárias, Chiodini soma R$ 24,1 milhões em 2026, comparado aos R$ 781.879,46 que havia declarado em 2024 nessas mesmas categorias.

Os números levantam questões sobre a composição dessa chapa. A disparidade patrimonial entre candidato e vice é significativa, e os aumentos declarados em tão curto espaço de tempo sugerem mudanças substanciais nas situações financeiras de ambos. Para Rodrigues, o crescimento está concentrado em participações societárias em nome de familiares. Para Chiodini, o aumento reflete principalmente movimentação de investimentos e aplicações financeiras. Ambos os crescimentos ocorreram em um período de dois anos, entre suas candidaturas municipais e a atual disputa pelo governo estadual.

O maior aumento no patrimônio de João Rodrigues está em duas participações societárias que não constavam em 2024, ambas de R$ 960.030,00, descritas como créditos de cessionária nos nomes das duas filhas do candidato
— Tribunal Superior Eleitoral, conforme declaração de bens
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