Desde o século XVI, mapas não são apenas instrumentos de orientação — são declarações de poder. Quando a ONU recomendou um novo mapa-múndi para corrigir as distorções históricas da projeção de Mercator, o Japão reagiu formalmente, argumentando que a representação das ilhas disputadas com a Rússia — chamadas Territórios do Norte em Tóquio e Ilhas Curilas em Moscou — implica soberania russa sobre um território que considera seu. O episódio revela uma verdade persistente da geopolítica: a cartografia nunca é neutra, e a escolha de onde traçar uma linha no papel pode ecoar por décadas de diplomaci