O Japão respondeu quando foi atrás, duas vezes
Em Arlington, Texas, Japão e Holanda inauguraram suas jornadas na Copa do Mundo com um empate que nenhuma das duas equipes desejava, mas que ambas, de certa forma, mereceram. Duas vezes a Holanda abriu vantagem, duas vezes o Japão respondeu com determinação — um espelho do eterno equilíbrio entre força e resiliência no futebol. O resultado deixa o Grupo F em aberto, lembrando que em torneios assim, o destino raramente se decide na primeira página.
- A Holanda saiu na frente duas vezes, mas o Japão recusou-se a aceitar a derrota, respondendo com gols de Nakamura e Kamada em momentos decisivos.
- Bolas na trave, desvios e goleiros esticados ao limite criaram uma tensão constante que manteve os torcedores de ambos os lados à beira do colapso.
- Memphis Depay, o maior artilheiro da história holandesa, entrou no segundo tempo ainda buscando provar que merece ser titular — mas saiu com um cartão amarelo e sem evitar o empate.
- Com um ponto cada, Japão e Holanda observam ansiosamente o duelo entre Suécia e Tunísia, que pode redefinir a hierarquia do grupo ainda neste domingo.
- As próximas rodadas serão decisivas: a Holanda enfrenta a Suécia e o Japão mede forças com a Tunísia no dia 20, com ambas as seleções carregando a sensação de pontos desperdiçados.
Em Arlington, no Texas, Japão e Holanda estrearam na Copa do Mundo com um empate de 2 a 2 que deixou as duas seleções com um ponto cada na liderança provisória do Grupo F. O jogo foi uma sucessão de idas e vindas, com a Holanda abrindo vantagem duas vezes e o Japão respondendo com a mesma determinação.
Van Dijk abriu o placar no início do segundo tempo, aproveitando um cruzamento para cabecear com precisão — a bola ainda tocou na trave antes de entrar. Nakamura empatou minutos depois, finalizando no canto com um leve desvio em Van Hecke. Summerville devolveu a vantagem holandesa com um chute colocado de pé esquerdo que o goleiro Suzuki não alcançou, novamente com a bola batendo na trave. Mas Kamada subiu mais alto que toda a defesa em um escanteio aos 43 minutos e selou o empate com uma cabeçada precisa.
Memphis Depay, camisa 10 que atua pelo Corinthians, começou no banco e entrou apenas quando o placar já marcava 2 a 1 para a Holanda. Em 26 minutos, não evitou o gol japonês e ainda recebeu cartão amarelo após uma falta em Taniguchi — uma atuação que não ajudou sua candidatura à titularidade.
O Grupo F segue completamente aberto. Suécia e Tunísia jogam ainda neste domingo e podem assumir a liderança isolada. Na próxima rodada, a Holanda enfrenta a Suécia e o Japão mede forças com a Tunísia, ambas carregando a certeza de que deixaram pontos na mesa — e de que ainda há muito futebol pela frente.
Em Arlington, no Texas, o Japão e a Holanda abriram suas campanhas na Copa do Mundo com um empate de 2 a 2 neste domingo, um resultado que deixou ambas as seleções com um ponto cada na liderança provisória do Grupo F. O jogo foi marcado por idas e vindas, com a Holanda abrindo vantagem duas vezes e o Japão respondendo com a mesma determinação, forçando um resultado que nenhuma das duas equipes conseguiu consolidar.
Van Dijk colocou a Holanda na frente aos cinco minutos do segundo tempo, aproveitando um cruzamento de Gravenberch pela direita para cabecear com precisão. A bola ainda tocou na trave antes de entrar, um detalhe que marcaria o padrão do jogo — momentos de sorte e azar alternando entre os times. Seis minutos depois, Nakamura recebeu dentro da área holandesa, ajustou o corpo e finalizou no canto mais próximo, com a bola desviando levemente em Van Hecke antes de enganar o goleiro Verbruggen.
A Holanda retomou a vantagem com Summerville, que dominou na ponta direita, cortou para a perna esquerda e acertou um chute colocado que o goleiro Suzuki não conseguiu alcançar, mesmo se esticando ao máximo. Novamente a bola bateu na trave com uma crueldade que parecia definir o destino do confronto. Mas aos 43 minutos, Kamada subiu mais alto que toda a defesa holandesa em uma cobrança de escanteio, desviou a bola e a viu morrer no fundo da rede, selando um empate que refletiu a intensidade do duelo.
Memphis Depay, o camisa 10 holandês que atua pelo Corinthians, permanece na busca por uma vaga como titular. Começou a partida no banco, entrando apenas no segundo tempo quando o placar já estava em 2 a 1 para a Holanda. Em seus 26 minutos em campo, o maior artilheiro da história holandesa não conseguiu evitar o gol do empate e ainda recebeu um cartão amarelo após uma trombada em Taniguchi. Sua presença não foi suficiente para que a Holanda mantivesse a vantagem até o apito final.
Com o resultado, o cenário do Grupo F permanece aberto. Suécia e Tunísia entram em campo ainda neste domingo às 23h (horário de Brasília), e quem vencer pode assumir a liderança isolada do grupo. A próxima rodada traz confrontos decisivos: a Holanda enfrenta a Suécia no dia 20 às 14h em Houston, enquanto o Japão pega a Tunísia na madrugada do mesmo dia, à 1h da manhã. Ambas as seleções chegam com a sensação de que deixaram pontos na mesa, mas também com a certeza de que ainda há muito futebol a ser jogado.
Notable Quotes
Memphis Depay segue na busca de uma vaga como titular após começar no banco nos amistosos pré-Copa— Contexto da cobertura
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que um empate como esse importa tanto no começo de uma Copa?
Porque em grupos equilibrados, cada ponto é ouro. Japão e Holanda saem daqui sabendo que poderiam ter vencido, mas também que não perderam. É um resultado que mantém ambos vivos, mas deixa a sensação de oportunidade perdida.
Memphis Depay entrou e não conseguiu mudar o jogo. Isso diz algo sobre sua situação no Corinthians?
Diz que ele ainda está buscando ritmo, ainda está buscando seu lugar. Começar no banco em um jogo tão importante sugere que o técnico tem dúvidas. Vinte e seis minutos não são suficientes para um jogador da sua estatura mudar uma partida.
O Japão empatou duas vezes. Isso é resiliência ou falta de defesa?
É os dois. O Japão mostrou caráter, respondeu quando foi atrás. Mas a Holanda também não conseguiu fechar o jogo quando tinha a chance. Foram erros defensivos de ambos os lados.
A trave bateu duas vezes para a Holanda. Isso muda a narrativa do jogo?
Muda, sim. Se uma daquelas bolas entra sem bater na trave, talvez a Holanda tenha mais confiança, mais controle. Mas no futebol, sorte é parte do jogo. O Japão não se importou com a trave — só queria os gols.
O que Suécia e Tunísia podem fazer hoje?
Podem virar tudo de cabeça para baixo. Se um deles vencer, assume a liderança sozinho. Japão e Holanda vão assistir sabendo que deixaram a porta aberta.