No Ceará de 2026, a família Grendene não escolheu um candidato — escolheu todos os que importam. Ao distribuir R$ 5,9 milhões entre rivais como Ciro, Elmano e Cid Gomes, os empresários praticam uma forma antiga de prudência política: garantir acesso ao poder independentemente de quem o povo eleja. É menos uma declaração de fé política e mais um lembrete de que, em democracias com financiamento corporativo robusto, algumas vozes chegam ao governo antes mesmo da apuração.