O Irã pressionou pela virada, mas não conseguiu furar o bloqueio
No coração de Los Angeles, onde o futebol encontrou a política e a história quase foi reescrita, Irã e Nova Zelândia dividiram os pontos em um empate de 2 a 2 que deixou o grupo G da Copa do Mundo 2026 sem dono já na abertura. Elijah Just, o jovem neozelandês comparado a Messi pela imprensa de seu país, esteve a um passo de conduzir sua seleção à primeira vitória em Copas do Mundo, mas o Irã — carregando o peso de um conflito recente e de protestos políticos nas arquibancadas — recusou-se a ceder. O resultado é mais do que um placar: é um retrato de nações em movimento, dentro e fora do campo.
- A Nova Zelândia saiu na frente duas vezes e esteve perto de conquistar a vitória histórica que nunca alcançou em suas três participações anteriores em Copas do Mundo.
- O Irã buscou o empate em ambas as ocasiões, mostrando resiliência apesar de uma preparação turbulenta marcada por um conflito armado que quase impediu sua participação no torneio.
- Nas arquibancadas do SoFi Stadium, torcedores iranianos ergueram bandeiras do período pré-revolução islâmica, desafiando a Fifa e expondo ao mundo as tensões políticas que consomem o país.
- Com Bélgica e Egito também empatando no mesmo dia, o grupo G ficou completamente nivelado, transformando cada jogo da segunda rodada em uma decisão antecipada.
- Elijah Just, o 'Messi neozelandês' de 26 anos com carreira modesta na Europa, emergiu como protagonista inesperado, mas o empate deixa sua seleção ainda em busca do lugar na história.
No estádio SoFi, em Los Angeles, Irã e Nova Zelândia protagonizaram um jogo de altos e baixos que terminou em 2 a 2, deixando o grupo G da Copa do Mundo 2026 completamente aberto. Os neozelandeses saíram na frente logo aos seis minutos, com Elijah Just concluindo uma jogada coletiva envolvendo Singh e Wood. O Irã respondeu com pressão e empatou aos 31 minutos do primeiro tempo, quando Rezaeian aproveitou rebote após jogada pela direita para marcar. Um gol iraniano ainda foi anulado por impedimento antes do intervalo.
No segundo tempo, Just voltou a marcar aos nove minutos, recebendo de Singh e superando Beiranvand para fazer 2 a 1. A vitória histórica — a Nova Zelândia nunca venceu em Copas do Mundo — parecia próxima, mas o Irã empatou novamente aos 18 minutos com Mohebbi, que subiu livre para cabecear cruzamento de Rezaeian. O jogo ficou tenso até o apito final, com os iranianos pressionando e os neozelandeses resistindo.
Elijah Just, apelidado de 'Messi neozelandês' pela imprensa local por sua estatura, habilidade e por ser canhoto, tem 26 anos e uma carreira discreta entre Holanda, Nova Zelândia e times menores da Dinamarca. Seus dois gols quase reescreveram a história da seleção, mas o empate ainda representa um resultado positivo para uma equipe de tradição modesta.
Além do futebol, o jogo foi palco de manifestações políticas: torcedores iranianos exibiram bandeiras do período pré-revolução islâmica, desafiando as regras da Fifa. O contexto é delicado — o Irã fechou um acordo de paz com os Estados Unidos esta semana, após um conflito iniciado em fevereiro que chegou a ameaçar a participação do país no torneio e forçou a mudança da base de treinamentos do Arizona para o México. Com Bélgica e Egito também empatando por 1 a 1, o grupo G segue indefinido. Na segunda rodada, o Irã enfrenta a Bélgica em Los Angeles e a Nova Zelândia viaja para Vancouver para jogar contra o Egito.
No estádio SoFi, em Los Angeles, na noite de segunda-feira, Irã e Nova Zelândia ofereceram ao público um jogo que oscilou entre a esperança e a frustração, terminando em um empate de 2 a 2 que deixou o grupo G completamente aberto já na primeira rodada. Os neozelandeses saíram na frente cedo, com Elijah Just marcando aos seis minutos após uma triangulação rápida com Singh e Wood. O gol deu ritmo aos visitantes, que criaram outras três oportunidades claras nos minutos seguintes, mas o Irã respondeu com pressão e quase abriu o placar do meio-campo quando o goleiro Crocombe cometeu um erro.
O empate chegou aos 31 minutos do primeiro tempo. Rezaeian cortou da direita para o meio, encontrou Ghoddos, que tentou passar para Moghanlou dentro da área. A defesa neozelandesa derrubou o jogador, a bola sobrou viva, e Rezaeian apareceu para tirar do goleiro. O Irã ainda teve um gol anulado por impedimento antes do intervalo, quando Nemati cabeceou após cobrança de falta de Rezaeian. O primeiro tempo terminou equilibrado, com ambas as seleções tendo desperdiçado oportunidades claras.
O segundo tempo começou com a Nova Zelândia voltando à frente. Just recebeu de Singh, carregou a bola, tabelou com Wood e superou Beiranvand aos nove minutos para fazer 2 a 1. O gol pareceu colocar os neozelandeses no caminho da vitória histórica — a seleção nunca havia vencido em Copas do Mundo, participando apenas em 1982 e 2010, com um saldo de três derrotas e três empates. Mas o Irã não desistiu. Aos 18 minutos, Rezaeian recebeu uma virada de jogo de Ghoddos e cruzou para Mohebbi, que subiu sozinho e igualou o marcador sem chances para Crocombe.
Após o segundo empate, o jogo ficou tenso e com entradas fortes. O Irã passou a dominar a posse de bola e rondou a área neozelandesa, pressionando pela virada, mas não conseguiu furar o bloqueio defensivo. A partida terminou com os iranianos ainda buscando o gol da vitória, enquanto os neozelandeses se defendiam com solidez. O resultado deixou ambas as seleções com um ponto, e com a Bélgica e o Egito também empatando por 1 a 1 no mesmo dia, o grupo G ficou completamente indefinido.
Além do futebol, o jogo foi marcado por manifestações políticas. Torcedores iranianos levaram bandeiras do Irã pré-revolução islâmica para dentro do estádio, desafiando a proibição da Fifa sobre símbolos políticos durante as partidas. Essas manifestações refletem as tensões internas no país, que nesta semana chegou a um acordo com os Estados Unidos para encerrar uma guerra que começou no final de fevereiro. O conflito havia colocado em dúvida a própria participação do Irã na Copa e interferiu na preparação da seleção, que mudou sua base de treinamentos do Arizona para o México. Ainda assim, os três jogos do Irã na fase de grupos continuarão acontecendo em solo estadunidense.
Elijah Just, o jogador que marcou os dois gols pela Nova Zelândia, ganhou o apelido de "Messi neozelandês" na imprensa do país por suas semelhanças com o craque argentino — baixa estatura, habilidade com a bola nos pés e o fato de ser canhoto. Aos 26 anos, Just não alcançou o mesmo sucesso que Messi no futebol mundial. Formado na base do Wellington, teve uma rápida passagem pela Holanda e retornou à Nova Zelândia em 2019. Três anos depois, foi vendido para a Dinamarca, onde rodou por times de menor expressão. Seus dois gols nesta segunda-feira quase garantiram à Nova Zelândia a primeira vitória em uma Copa do Mundo, mas o empate também serve como um resultado positivo para uma seleção que historicamente tem dificuldades em competições deste nível.
As duas seleções voltam a campo no domingo, pela segunda rodada. O Irã enfrenta a Bélgica novamente em Los Angeles, enquanto a Nova Zelândia viaja para Vancouver para enfrentar o Egito. Com o grupo G ainda em aberto, cada resultado será crucial para definir quem avança para a próxima fase.
Notable Quotes
Elijah Just ganhou o apelido de 'Messi neozelandês' na imprensa do país por suas semelhanças com o craque argentino — baixa estatura, habilidade com a bola nos pés e o fato de ser canhoto— Contexto do jogo
A Nova Zelândia nunca havia vencido em Copas do Mundo, participando apenas em 1982 e 2010, com um saldo de três derrotas e três empates— Histórico da seleção
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que um empate em 2 a 2 deixa o grupo tão aberto assim?
Porque ninguém saiu na frente. Irã e Nova Zelândia têm um ponto cada, Bélgica e Egito também têm um ponto cada. Todos ainda podem se classificar ou ser eliminados dependendo dos próximos resultados.
E esse Elijah Just — é realmente comparável a Messi?
Não no sentido de carreira. É mais uma questão de características físicas e estilo. Ele é baixo, canhoto, dribla bem. Mas enquanto Messi conquistou o mundo, Just está rodando por times menores na Dinamarca. O apelido é mais uma esperança da imprensa neozelandesa do que uma realidade.
As bandeiras políticas dentro do estádio — isso é comum em Copas?
Não é permitido pela Fifa, mas acontece. O que torna este caso especial é o contexto: o Irã estava em guerra com os EUA há meses, a participação do país na Copa era incerta, e agora, na semana do jogo, chegam a um acordo de paz. Os torcedores estão expressando algo que vai além do futebol.
A mudança de base de treinamento para o México afetou o desempenho?
É difícil dizer com certeza. O Irã jogou bem, criou chances, pressionou. Talvez tenha afetado, talvez não. Mas o fato de terem que mudar de base mostra como a situação política interferiu na preparação de uma seleção.
A Nova Zelândia nunca venceu em Copa do Mundo?
Nunca. Participou em 1982 e 2010, com três derrotas e três empates. Este empate em 2 a 2 é historicamente significativo — quase conseguem a primeira vitória, mas o Irã não deixou.
O que muda para os próximos jogos?
Tudo. Irã enfrenta Bélgica, Nova Zelândia enfrenta Egito. Uma vitória coloca qualquer um deles em posição muito mais confortável. Uma derrota complica bastante. O grupo está completamente em aberto.