No domingo, Irã e Estados Unidos trocaram ataques diretos pela primeira vez em mais de um mês, num ciclo de ação e retaliação que ressoa com a lógica antiga das potências que medem força nos mares estratégicos. Washington destruiu lançadores iranianos na ilha de Larak, perto do Estreito de Ormuz, alegando ameaça iminente ao tráfego marítimo; Teerã respondeu com mísseis contra bases americanas na Jordânia, todos interceptados. O Estreito de Ormuz — artéria por onde flui grande parte do petróleo mundial — permanece o palco silencioso sobre o qual se desenrola essa disputa de vontades.