Irã intensifica planos contra cidadãos dos EUA, alerta memorando de inteligência

Funcionários não essenciais e seus familiares foram retirados de missões diplomáticas americanas no Golfo, enquanto cidadãos e diplomatas dos EUA seguem sob ameaça de ataques.

Num momento em que uma guerra regional se arrasta há quase nove meses, o governo americano decidiu recuar parte de sua presença diplomática no Golfo, como quem reconhece que a distância entre a diplomacia e o perigo pode se encurtar de um dia para o outro. O motivo mais profundo veio à tona por um memorando do diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, endereçado ao secretário de Estado Marco Rubio, que descreve planos iranianos de ataque contra cidadãos e funcionários dos Estados Unidos já em estágios avançados. Trata-se de mais um capítulo em que a disputa entre potências se desloca dos campos de batalha para as portas de embaixadas e para a vida de quem serve no exterior.

Na quarta-feira, o Departamento de Estado mandou deixar a Arábia Saudita os funcionários não essenciais e os familiares de diplomatas americanos. Dois dias depois, tornou-se público o motivo mais amplo dessa cautela: um memorando do diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, alertando que o Irã intensificou os esforços para atingir cidadãos e funcionários dos EUA.

O documento, datado de 23 de outubro e obtido pela Reuters, foi enviado a Marco Rubio, com cópia ao diretor da CIA, John Ratcliffe. Segundo Clayton, informações de vários canais indicam que os planos iranianos para ataques letais chegaram a estágios avançados, tanto no Oriente Médio quanto em outros países. O texto não identifica quais seriam esses países nem os alvos.

A tensão se soma a uma guerra regional que dura quase oito meses. Os ataques dos houthis, aliados de Teerã, aumentaram, e embarcações comerciais no Estreito de Hormuz também passaram a ser atingidas. No sábado, alertas de viagem foram atualizados para mais de dez países, entre eles Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Israel.

Autoridades afirmam que a avaliação de segurança é constante e que as decisões sobre pessoal seguem o regime de Operações Restritas, que permite ajustes sem anúncio público. Enquanto isso, a guerra pesa sobre a popularidade de Donald Trump às vésperas das eleições legislativas de 3 de novembro. O que se observa agora é se novas retiradas virão e se os países citados no memorando serão revelados.

Na quarta-feira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos mandou sair da Arábia Saudita os funcionários não essenciais e os familiares de diplomatas americanos. Dois dias depois, veio à tona o motivo mais amplo da cautela: um memorando do diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, alertando que o Irã intensificou os esforços para atingir cidadãos e funcionários dos EUA.

O documento, obtido pela Reuters e divulgado inicialmente pelo Axios, é datado de 23 de outubro e foi endereçado ao secretário de Estado, Marco Rubio. O diretor da CIA, John Ratcliffe, recebeu cópia. Trata-se de um memorando não confidencial. Nele, Clayton escreve que, por vários canais, chegaram informações de inteligência segundo as quais o Irã aumentou substancialmente os esforços para atingir funcionários norte-americanos.

O trecho mais grave vem em seguida. Segundo Clayton, os planos iranianos para executar ataques letais contra cidadãos dos EUA chegaram a estágios avançados, tanto no Oriente Médio quanto em alguns outros países. O memorando, nos termos reproduzidos pela Reuters, não detalha quais seriam esses países nem os alvos.

O alerta chega num momento de pressão regional. A retirada de pessoal da missão na Arábia Saudita respondeu à intensificação dos ataques dos houthis, aliados do Irã. Esses ataques são uma das frentes de um conflito regional que dura quase oito meses e foi desencadeado pela guerra envolvendo o Irã. Coincidiram com um aumento de ataques a embarcações comerciais no Estreito de Hormuz.

No sábado, o Departamento de Estado atualizou os alertas de viagem para mais de uma dezena de países do Golfo e do Oriente Médio, entre eles Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Israel, citando o aumento da ameaça dos houthis. Autoridades americanas disseram à Reuters que Washington também planejava retirar familiares de várias outras missões na região.

Uma autoridade dos EUA afirmou que o governo avalia constantemente novas informações sobre o ambiente de segurança do pessoal das embaixadas. Segundo ela, a ameaça de ataques dos houthis e de supostos complôs terroristas iranianos contra autoridades americanas orienta as decisões sobre ajustes de pessoal em embaixadas que operam sob Status de Operações Restritas, o chamado RO Status. Esse regime dá ao Departamento de Estado mais flexibilidade para mudar o efetivo sem anunciar publicamente uma alteração na condição operacional da missão.

O contexto anterior já indicava tensão. No início deste mês, fontes disseram à Reuters que o Irã preparava uma resposta mais contundente caso os Estados Unidos retomassem ataques militares em larga escala contra seu território.

Há também o pano de fundo político. A guerra está a uma semana de completar nove meses e tem pesado significativamente sobre os índices de aprovação do presidente Donald Trump, às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, em 3 de novembro. O que vale acompanhar agora são novas retiradas de pessoal e eventuais detalhes sobre os países citados no memorando.

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