O Estreito de Ormuz, outrora artéria silenciosa por onde fluía um quinto da energia do mundo, tornou-se o centro de uma negociação que transcende a navegação. O Irã, por meio de seu Conselho Supremo de Segurança Nacional, apresenta condições que misturam o fim de uma guerra, o levantamento de sanções e compensações financeiras — transformando uma passagem marítima em símbolo de um impasse civilizatório. Omã tenta construir uma ponte entre as partes, mas os cessar-fogos de abril e junho já mostraram como frágeis podem ser os acordos quando a desconfiança é mais profunda que os canais.