IPT coloca 112 alunos na 2ª fase, mas mantém 164 vagas por preencher

Gestão de Empresas encheu; Engenharia Informática ficou com 40 lugares vazios
A segunda fase do IPT revela divisão clara entre cursos de gestão, que atraem candidatos, e engenharias, que enfrentam procura em queda.
Mark

Porque é que Engenharia Informática tem 40 vagas vazias quando é uma área que deveria estar em alta procura?

Mimi

É uma pergunta que muitos fazem. Os números mostram que a procura por Engenharia Informática no IPT tem caído consistentemente — de 50 colocações em 2023 para apenas 8 em 2025. Há várias razões possíveis: candidatos podem estar a escolher outras instituições, outras regiões, ou simplesmente outras áreas de estudo.

Luke

Mas aqui temos um problema de interpretação. Não sabemos se os candidatos não querem Engenharia Informática em geral, ou se não querem Engenharia Informática no IPT especificamente. Pode ser localização, reputação, infraestruturas — o artigo não nos diz.

Mark

E quanto aos cursos que não tiveram nenhuma colocação na segunda fase? Isso significa que ninguém os quer?

Mimi

Não exatamente. Comunicação Social: Jornalismo e Comunicação Empresarial, por exemplo, tinha colocado 25 alunos na primeira fase. Zero colocações na segunda fase não significa ausência de candidatos — significa que nenhum dos candidatos que se candidatou conseguiu vaga com a sua nota.

Luke

Exato. E isso é importante porque muda a narrativa. Não é que o curso seja indesejado; é que os candidatos que se candidataram não tinham notas suficientes. São dinâmicas diferentes.

Mark

Gestão de Empresas teve um grande salto — de 6 colocações em 2025 para 31 em 2026. O que mudou?

Mimi

Não temos informação suficiente para explicar isso com certeza. Pode ter havido mudanças no curso, na sua promoção, ou simplesmente uma flutuação na procura. O que sabemos é que a segunda fase trouxe 31 alunos, o que preencheu completamente as vagas disponíveis.

Luke

E isso é um dado importante — o curso encheu. Mas a volatilidade é preocupante. De 48 em 2023 para 6 em 2025 e depois para 31 em 2026 sugere que há algo instável na procura. Não sabemos o quê.

Mark

Como é que isto se compara com o resto do país?

Mimi

Nacionalmente, a segunda fase colocou mais de 9 mil alunos, mas deixou 4069 vagas vazias. A maioria destas vagas está em politécnicos e no interior. O IPT, com 164 vagas sobrantes, está alinhado com essa tendência mais ampla.

Luke

Mas há uma nuance. O IPT tem uma taxa de ocupação de 59% nos politécnicos a nível nacional — isso é baixo. Porém, o artigo não nos diz qual é a taxa específica do IPT. Sabemos que tem 164 vagas vazias de 479, o que é cerca de 34% de ocupação, mas isso é cálculo nosso, não dado confirmado.

Mark

As vagas vão desaparecer ou há mais fases?

Mimi

Há mais fases. A DGES vai divulgar estas 164 vagas para as fases subsequentes do concurso. Candidatos podem concorrer à terceira fase entre 10 e 12 de outubro. O processo não termina aqui.

Luke

Certo, mas o artigo não nos diz quantas vagas costumam ser preenchidas nas fases posteriores. Isto é uma lacuna. Sabemos que há mais oportunidades, mas não sabemos se estas vagas específicas têm histórico de serem ocupadas ou se tendem a ficar vazias até ao final.

  • Das 479 vagas iniciais, 164 ficaram por preencher após duas fases do concurso nacional — quase um terço da oferta do IPT permanece vazia.
  • Engenharia Informática perdeu 44 colocações em três anos: de 50 alunos em 2023 para apenas seis na segunda fase de 2026, com 40 lugares ainda disponíveis.
  • Quatro cursos — Engenharia Mecânica, Informática e Tecnologias Multimédia, Computação e Logística, e Jornalismo — não registaram uma única colocação nesta fase.
  • Gestão de Empresas e Design esgotaram as suas vagas, revelando que a procura existe, mas está concentrada em áreas específicas e longe das engenharias.
  • As 164 vagas remanescentes serão divulgadas para fases subsequentes, com candidatos podendo concorrer à terceira fase entre 10 e 12 de outubro.

No ciclo de admissões 2026/2027, o Instituto Politécnico de Tomar colocou 349 estudantes em 17 cursos, mas 164 vagas permaneceram por preencher — um espelho da fragmentação da procura no ensino superior português. A instituição, situada no interior e de natureza politécnica, enfrenta uma dupla desvantagem estrutural: enquanto cursos de gestão e design esgotam os seus lugares, as engenharias e a informática acumulam silêncios. Este desequilíbrio não é apenas contabilístico; é um retrato das escolhas de uma geração e dos desafios de territórios que o país ainda não aprendeu a atrair.

O Instituto Politécnico de Tomar encerrou a segunda fase do Concurso Nacional de Acesso com 112 novas colocações, elevando o total para 349 estudantes distribuídos pelos seus 17 cursos. Mas o número que pesa é outro: 164 vagas continuam por preencher, de um universo inicial de 479. A instituição, com escolas em Tomar e Abrantes, vê-se dividida entre cursos que atraem e cursos que ficam vazios.

Gestão de Empresas liderou a segunda fase com 31 colocações, seguida de Design e Tecnologia das Artes Gráficas com 23. Estes dois cursos foram os únicos a esgotar completamente as suas vagas. No polo oposto, Engenharia Informática mantém 40 lugares vazios — e a sua trajetória é reveladora: 50 colocados na primeira fase de 2023, 28 em 2024, oito em 2025. A queda é consistente e profunda. Outros quatro cursos não registaram qualquer colocação nesta fase, não por ausência de candidatos, mas porque nenhum reuniu nota suficiente para garantir vaga.

O contexto nacional amplifica o problema. Na segunda fase de 2026, mais de nove mil alunos foram colocados em todo o país, mas 4069 vagas ficaram por preencher — e 76% dessas vagas estão em politécnicos do interior. O IPT acumula as duas condições: é um politécnico e está longe dos grandes centros. Lisboa e Porto superam 95% de ocupação; Bragança, Beja e Viseu veem mais de metade das suas vagas desertas.

As 164 vagas remanescentes do IPT transitam para as fases seguintes do concurso. A terceira fase decorre entre 10 e 12 de outubro. O processo continua, mas a divisão já está traçada: há formações que o país escolhe e formações que o país abandona — e essa escolha diz tanto sobre os candidatos como sobre o território que os recebe.

O Instituto Politécnico de Tomar colocou 112 novos estudantes na segunda fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, fechando um ciclo de admissões que deixou a instituição com um quadro desigual: enquanto alguns cursos preencheram todas as vagas, outros mantêm dezenas de lugares vazios. Estes números, referentes ao ano letivo 2026/2027, revelam uma procura fragmentada que espelha tendências mais amplas no ensino superior português.

Com a segunda fase, o IPT atingiu 349 colocações totais nos seus 17 cursos abrangidos pelo concurso nacional — 237 na primeira fase, agora acrescidas de 112. As três escolas da instituição (Gestão de Tomar, Tecnologia de Tomar e Tecnologia de Abrantes) começaram com 479 vagas disponíveis. O que sobrou foi 164 lugares por ocupar, um número que fala mais alto do que qualquer percentagem sobre a realidade enfrentada pela instituição.

Gestão de Empresas emergiu como o grande vencedor desta fase, com 31 alunos colocados. Design e Tecnologia das Artes Gráficas seguiu-se com 23, e Contabilidade com cinco. Gestão de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional também mostrou força, com 13 colocações adicionais às 30 da primeira fase. Estes cursos, ligados a áreas de gestão e design, conseguiram atrair candidatos de forma consistente — um padrão que se repete há anos.

O contraste emerge quando se olha para as engenharias e a informática. Engenharia Informática, apesar de ter recebido seis colocações na segunda fase, mantém 40 vagas vazias de um total de 47 oferecidas. Este curso ilustra uma queda acentuada: em 2023, tinha colocado 50 alunos na primeira fase; em 2024, 28; em 2025, apenas oito. A segunda fase seguiu padrão semelhante, com números a descer de 17 para 23 para oito nos três anos anteriores. Quatro cursos não registaram qualquer colocação nesta fase — Engenharia Mecânica, Informática e Tecnologias Multimédia, Computação e Logística, e Comunicação Social: Jornalismo e Comunicação Empresarial. Importa notar que zero colocações não significa necessariamente zero candidatos; significa que nenhum candidato que se candidatou a estes cursos conseguiu vaga com a sua nota de acesso.

A distribuição das 164 vagas remanescentes revela a profundidade do problema. Engenharia Informática lidera com 40 lugares vazios. Informática e Tecnologias Multimédia tem 22, tal como Engenharia Eletrotécnica e de Computadores. Computação e Logística e Engenharia Mecânica têm ambas 16. Gestão da Edificação e Obras oferece 16. Turismo e Gestão do Património Cultural tem 12. Tecnologia Química, 11. Apenas dois cursos — Design e Tecnologia das Artes Gráficas e Gestão de Empresas — preencheram completamente as suas vagas.

Os dados históricos mostram oscilações significativas. Gestão de Empresas, por exemplo, teve 48 colocados na primeira fase de 2023, 45 em 2024, e apenas seis em 2025 — uma queda dramática que se inverteu parcialmente em 2026 com 31 colocações na segunda fase. Design e Tecnologia das Artes Gráficas seguiu trajetória diferente, mantendo procura elevada ao longo dos anos, com 31 colocações na primeira fase de 2023, 46 em 2024, 45 em 2025, e agora 23 na segunda fase de 2026.

O cenário nacional amplifica o problema local. Na segunda fase de 2026, mais de nove mil alunos conseguiram colocação em instituições de ensino superior — um aumento de 292 relativamente a 2025 — mas 4069 vagas ficaram por preencher. A maioria destas vagas vazias (76,3%) encontra-se em institutos politécnicos e em instituições do interior. O IPT, situado no interior, enfrenta assim uma dupla desvantagem: é um politécnico e está longe dos grandes centros urbanos. Enquanto Lisboa e Porto registam taxas de ocupação superiores a 95%, e Aveiro atinge 88%, instituições como Bragança, Beja e Viseu veem mais de metade das suas vagas por preencher. O Instituto Politécnico de Bragança lidera em vagas sobrantes com 885, seguido de Castelo Branco com 308 e Viseu com 307.

As vagas remanescentes no IPT não desaparecem com o fim da segunda fase. A Direção-Geral do Ensino Superior divulgará estas 164 oportunidades para as fases subsequentes do concurso, que decorrem de acordo com calendário e regras específicas de 2026. Os candidatos têm entre 1 e 3 de outubro para se matricular nas instituições onde foram colocados, e podem concorrer à terceira fase entre 10 e 12 de outubro. O processo continua, mas a realidade permanece: há formações que atraem e formações que ficam vazias, e essa divisão reflete escolhas de candidatos que, cada vez mais, preferem gestão e design a engenharia e informática.

Zero colocados não significa necessariamente ausência de candidatos, uma vez que a colocação depende das opções dos candidatos, das vagas disponíveis e das respetivas notas de candidatura
— Análise do processo de colocação no artigo
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