Em agosto, o Brasil experimentou sua maior deflação em quatro anos, com o IPCA recuando 0,32% — um alívio real, mas de origem frágil. O bônus de Itaipu, ao reduzir artificialmente as tarifas de energia elétrica, foi o principal motor desse recuo, lembrando que nem todo respiro econômico nasce de fundamentos sólidos. Enquanto consumidores sentiam o alívio nas contas de luz, economistas já contemplavam o horizonte com reservas, cientes de que o que o subsídio concede, o tempo e o clima podem retirar.