Em noite de estreias e reencontros, o Internacional enfrentou o Flamengo carregando o peso de quatro derrotas consecutivas — e encontrou, não a vitória, mas algo quase tão valioso: a dignidade. O empate em 1 a 1 revelou um time reorganizado por Paulo Pezzolano, que apostou em escolhas táticas ousadas e colheu uma atuação defensiva sólida, ainda que insuficiente diante da maior profundidade do adversário carioca. O futebol, como sempre, lembra que fazer tudo certo nem sempre garante o resultado merecido.
Inter empata com Flamengo em estreias e retornos na defesa
A defesa estava bem organizada, mas o futebol castiga quem faz tudo certo
Por que Pezzolano colocou Matheus Cunha no gol se o time vinha de quatro derrotas seguidas? Parecia arriscado.
Não era arriscado, era necessário. Cunha começou bem, fez uma defesa importante logo cedo. O problema não foi a estreia dele — foi que o Flamengo tinha mais qualidade e conseguiu pressionar no final.
Alan Patrick perdeu a bola que resultou no gol. Como ele saiu avaliado com 5 se cometeu esse erro?
Porque antes disso ele cadenciou o jogo bem. Uma bola perdida não apaga o trabalho de 80 minutos. Mas foi um erro que custou caro.
Mercado recebeu 7, a maior nota. O que ele fez de especial?
Liderança. Tanto moral quanto técnica. Em uma zaga que estava sendo testada com um novo desenho, ele foi o ponto de referência. Isso vale muito.
Vitinho marcou mas recebeu 7 principalmente por ajudar na defesa. Isso não é estranho?
Não. Mostra que o time estava bem organizado defensivamente. Vitinho entendeu que marcar gol não era o suficiente — o Flamengo era forte demais para deixar espaços.
O que Pezzolano merecia ter ganhado com essa estratégia?
Uma vitória. Ele fez tudo certo taticamente, deu poucos espaços para um adversário superior. Mas o futebol não premia só quem faz tudo certo.
El Pulso
- O Inter chegava ao jogo fragilizado por uma sequência de quatro derrotas no Brasileirão, tornando o confronto com o Flamengo um teste de caráter tanto quanto de futebol.
- Pezzolano surpreendeu com uma escalação estratégica incomum — Maripán em esquema com dois zagueiros pela primeira vez e Bruno Henrique como aposta inesperada —, sinalizando uma ruptura com o que vinha sendo feito.
- A defesa colorada funcionou com solidez durante a maior parte do jogo, com Mercado liderando a zaga e Matheus Cunha estreando com segurança no gol, contendo o ataque flamenguista por longos períodos.
- Um erro de Alan Patrick no meio-campo abriu caminho para o gol do empate no final, frustrando um resultado que o desempenho defensivo do Colorado parecia ter conquistado.
- O placar de 1 a 1 encerra a sequência de derrotas, mas o Inter segue sem vencer — saindo do jogo com a defesa mais confiante e a esperança de que o equilíbrio tático encontrado aponte para dias melhores.
Em noite de estreias e reencontros, o Internacional enfrentou o Flamengo carregando o peso de quatro derrotas consecutivas — e encontrou, não a vitória, mas algo quase tão valioso: a dignidade. O empate em 1 a 1 revelou um time reorganizado por Paulo Pezzolano, que apostou em escolhas táticas ousadas e colheu uma atuação defensiva sólida, ainda que insuficiente diante da maior profundidade do adversário carioca. O futebol, como sempre, lembra que fazer tudo certo nem sempre garante o resultado merecido.
O Internacional entrou em campo contra o Flamengo com dois rostos inéditos na defesa e um retorno importante no meio. Matheus Cunha estreava no gol colorado, Alan Patrick voltava à titularidade e Paulo Pezzolano reorganizava a zaga com Maripán em um esquema de dois zagueiros — algo inédito para o técnico. O time que chegava com quatro derrotas seguidas no Brasileirão tinha tudo para sofrer mais uma.
Mas o Colorado surpreendeu pela solidez. Cunha começou bem, Mercado deu liderança à zaga, e Villagra atuou quase como um terceiro defensor. No meio, Bruno Gomes foi incansável, Carbonero deu equilíbrio entre defesa e ataque, e Alan Patrick cadenciou o jogo com experiência. Vitinho marcou o gol colorado, mas se dedicou tanto à marcação quanto à criação.
O problema foi a profundidade do adversário. O Flamengo tinha mais alternativas de qualidade e, no final, a pressão carioca foi irresistível. Um erro de Alan Patrick resultou no gol do empate — e Matheus Cunha não teve culpa. O 1 a 1 foi justo para o placar, mas cruel para quem havia construído uma atuação defensiva digna.
As notas do jogo refletiram essa realidade: Mercado e Vitinho com 7, a maioria com 6 — competentes, não excepcionais. Pezzolano também recebeu 6 por uma estratégia bem executada que merecia desfecho melhor. O Colorado encerra a sequência de derrotas, mas ainda busca aquela vitória que insiste em não chegar.
O Inter entrou em campo contra o Flamengo com dois rostos novos na defesa e um retorno importante no meio. Matheus Cunha fazia sua estreia no gol colorado, enquanto Alan Patrick voltava à titularidade após período afastado. A escolha de Paulo Pezzolano surpreendeu — não apenas pelos nomes, mas pela forma como o técnico reorganizou a defesa, colocando Maripán em um esquema com dois zagueiros pela primeira vez. Mercado retomou seu lugar de liderança na zaga. O time que chegava ao confronto com quatro derrotas seguidas no Brasileirão tinha tudo para sofrer mais uma.
Mas não foi bem assim. O Colorado se comportou com solidez defensiva durante a maior parte do jogo, especialmente na primeira metade. Cunha começou bem, fazendo uma defesa com o pé em um chute de Carrascal logo cedo, e depois manteve a compostura, evitando inventar desnecessariamente. Mercado foi quem deu o tom na zaga — sua liderança, tanto moral quanto técnica, foi imprescindível. Villagra atuou praticamente como um terceiro zagueiro, enquanto Bernabei mantinha sua voluntariedade habitual pelo lado esquerdo. Bruno Henrique, uma das surpresas da escalação, justificou a confiança do técnico.
O meio-campo funcionou com aplicação constante. Bruno Gomes não desistiu em nenhum momento. Carbonero foi o jogador que permitiu à defesa respirar quando segurava a bola e, ao mesmo tempo, levava perigo à defesa adversária. Alan Patrick, de volta ao time, cadenciou o jogo com sua experiência, embora tenha cometido um erro que resultaria no gol do empate. Vitinho, apesar de ter marcado, se dedicou mais a ajudar na defesa do que a buscar oportunidades ofensivas.
O problema foi que o Flamengo tinha mais alternativas de qualidade. Pezzolano executou sua estratégia bem, deu poucos espaços para um adversário superior, mas a pressão carioca no final do jogo foi irresistível. Matheus Cunha não teve culpa no gol que resultou no empate 1 a 1. O time merecia sorte melhor — a defesa estava bem organizada, o esquema funcionava, mas o futebol às vezes castiga quem faz tudo certo e ainda assim não consegue vencer.
As notas refletem essa realidade: Mercado recebeu 7 por sua liderança e Vitinho também 7 por equilibrar ataque e defesa. A maioria dos jogadores ficou com 6 — não foi uma atuação excepcional, mas foi competente, foi digna. Matheus Cunha, Alan Patrick, Paulinho e Juninho receberam 5, refletindo limitações ou pouco tempo em campo. Calebe, outro estreante, teve poucos minutos para se mostrar, mas exibiu uma boa perna esquerda. Pezzolano recebeu 6 pela estratégia bem executada que merecia melhor desfecho. O retorno do técnico à casamata colorada trouxe surpresas táticas que funcionaram, mas não foram suficientes para vencer um adversário que tinha mais recursos. O Colorado sai do empate com a defesa mais confiante, mas ainda buscando aquela vitória que não chega.
Citas Notables
Sua estratégia foi bem executada e merecia sorte melhor, pois deu poucos espaços para um adversário muito superior— Avaliação de Paulo Pezzolano