Intel lucra US$ 2,76 bilhões no trimestre, com alta puxada por data centers e IA

De dívida líquida de US$ 9,17 bilhões para caixa líquido de US$ 3,87 bilhões
A mudança no balanço da Intel entre o fim de 2025 e setembro de 2026, após a oferta de ações.
Mark

O lucro subiu 169%. Isso é o retrato fiel do trimestre?

Mimi

É o número principal, mas o lucro operacional não-GAAP ajuda mais: US$ 3,23 bilhões, alta de 112,20%, com margem de 19,6%.

Luke

E o lucro com efeitos não recorrentes foi de US$ 3,32 bilhões, queda de 18,29% no ano. A comparação anual é distorcida pelos US$ 5,45 bilhões de ganhos com desinvestimentos em 2025.

Mark

Então a base de comparação pesa muito.

Mimi

Pesa. Em 2025 houve a venda de participação na Altera, entre outros ganhos.

Mark

E o caixa?

Mimi

US$ 54,01 bilhões, contra dívida de US$ 50,13 bilhões. A Intel saiu de dívida líquida de US$ 9,17 bilhões para caixa líquido de US$ 3,87 bilhões.

Luke

Vale notar que isso veio após a oferta de ações de US$ 23 bilhões. Não é só geração de caixa operacional.

Mark

E o papel de data centers e IA?

Luke

A atribuição é da própria empresa. O texto não traz números por divisão, então o peso exato de cada uma não está claro.

Mimi

Já o capex está claro: US$ 4,22 bilhões no trimestre, mas queda de 8,44% nos nove meses.

  • Um salto de 169% no lucro acende o otimismo, mas parte dessa leitura depende de um ano de comparação inflado por vendas de participações, como a da Altera.
  • Descontados os efeitos não recorrentes, o lucro recuou 18% frente ao mesmo trimestre de 2025, deixando a narrativa de recuperação com ressalvas visíveis.
  • A margem operacional não-GAAP avançou para 19,6%, impulsionada por controle de custos e melhor execução na divisão de produtos.
  • Uma oferta de ações de US$ 23 bilhões reforçou o caixa, que agora supera a dívida em US$ 3,87 bilhões, enquanto o capex de US$ 4,22 bilhões mira mais capacidade de fabricação.

Num período em que a inteligência artificial redesenha a demanda por processadores, a Intel fechou o terceiro trimestre de 2026 com lucro de US$ 2,76 bilhões, impulsionado sobretudo pela sua divisão de data centers. O resultado, porém, precisa ser lido com cautela: parte da comparação com o ano anterior deve-se a ganhos extraordinários de desinvestimentos naquele período, e não apenas a uma nova força do negócio. Ainda assim, a companhia sai do trimestre com caixa líquido positivo, sinal de que a aposta em ampliar a fabricação de chips segue de pé.

A Intel encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro de US$ 2,76 bilhões, um salto expressivo sobre o mesmo período do ano anterior. A empresa credita o avanço, em grande parte, ao crescimento da divisão de data centers e inteligência artificial, setor que hoje concentra a atenção do mercado de semicondutores.

O lucro operacional não-GAAP, que desconsidera itens pontuais, chegou a US$ 3,23 bilhões, com margem de 19,6%. Segundo a companhia, o resultado veio de maior escala, controle de custos e melhor execução. Há, porém, uma ressalva: no critério que inclui efeitos não recorrentes, o lucro foi de US$ 3,32 bilhões, abaixo do trimestre equivalente de 2025, quando vendas de participações, como a da Altera, renderam US$ 5,45 bilhões.

Do lado dos investimentos, a Intel gastou US$ 4,22 bilhões em capacidade, destinados à fabricação de chips e ao capital de giro. Ao mesmo tempo, concluiu uma oferta pública de ações de US$ 23 bilhões, que sustenta planos de crescimento e a classificação de grau de investimento.

O balanço reflete esse reforço: o caixa e aplicações de curto prazo somaram US$ 54,01 bilhões, enquanto a dívida chegou a US$ 50,13 bilhões. Assim, a empresa saiu de uma dívida líquida de US$ 9,17 bilhões no fim de 2025 para um caixa líquido de US$ 3,87 bilhões. A leitura que emerge é de uma companhia que trocou fragilidade financeira por fôlego, e que segue apostando na ampliação da produção de chips.

A Intel fechou o terceiro trimestre de 2026 com lucro de US$ 2,76 bilhões, um salto de 169,40% sobre o mesmo período do ano anterior. A companhia atribui o avanço, em grande parte, ao desempenho da divisão de data centers e inteligência artificial.

O lucro operacional não-GAAP, que exclui itens específicos, chegou a US$ 3,23 bilhões, alta de 112,20%. A margem operacional não-GAAP subiu 8,40 pontos percentuais e atingiu 19,6%. Segundo a empresa, o resultado veio de alavancagem operacional, crescimento da receita e controle de custos, além de melhor execução e maior escala na divisão de produtos.

Há, porém, uma ressalva importante na comparação anual. Contando os efeitos não recorrentes, o lucro foi de US$ 3,32 bilhões, queda de 18,29% frente ao terceiro trimestre de 2025. Naquele período, a Intel havia registrado US$ 5,45 bilhões em ganhos com desinvestimentos, entre eles a venda de participação na Altera. A comparação também refletiu oscilações na marcação a mercado de ações mantidas em custódia.

O investimento em capacidade cresceu. O capex bruto do trimestre somou US$ 4,22 bilhões, alta de 42,73% em um ano. A Intel disse ter direcionado o dinheiro à capacidade de fabricação e ao capital de giro, com o objetivo de ampliar a oferta de chips. Nos nove primeiros meses de 2026, porém, o capex acumulado foi de US$ 10,22 bilhões, queda de 8,44% na comparação anual.

A empresa também concluiu uma oferta pública de ações ordinárias de US$ 23 bilhões. De acordo com a Intel, os recursos sustentam oportunidades futuras de crescimento e a manutenção da classificação de grau de investimento.

O balanço reflete esse reforço. Caixa e investimentos de curto prazo totalizaram US$ 54,01 bilhões ao fim de 26 de setembro de 2026, 44,34% a mais do que em 27 de dezembro de 2025. A dívida total chegou a US$ 50,13 bilhões. Com isso, a Intel passou a ter caixa líquido de US$ 3,87 bilhões, contra uma dívida líquida de US$ 9,17 bilhões no fim de 2025.

O caixa líquido positivo e o capex elevado no trimestre indicam que a prioridade segue sendo ampliar a capacidade de fabricação de chips.

O resultado decorre de alavancagem operacional, crescimento da receita e controle de custos.
— Intel, em comunicado sobre o balanço
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