Instrutores chutam turista e a forçam a saltar de cânion de 80m no Daguestão

Turista foi agredida fisicamente e traumatizada; caso anterior resultou em hospitalização com contusão na medula espinhal.
Eu disse não! Estou com medo
A turista, após sobreviver ao salto forçado, recusa fazer o mesmo salto novamente.
Mark

Como é possível que uma atração turística registrada e aprovada permita que seus instrutores agridam clientes?

Mimi

A aprovação técnica verificou os equipamentos, não a conduta dos operadores. O Comitê de Investigação está investigando justamente isso — se as normas de segurança foram cumpridas na prática.

Luke

Mas qual é exatamente a norma que foi violada? O vídeo mostra agressão clara, mas precisamos saber se existe regulamento específico sobre consentimento informado neste tipo de atração.

Mimi

A mulher disse não repetidamente. Isso deveria ser suficiente em qualquer contexto de segurança.

Mark

E o caso anterior, com a mulher que foi hospitalizada — houve alguma consequência para a atração?

Luke

Não sabemos ainda. A reportagem diz que uma apuração foi aberta, mas não há informação sobre se resultou em multas, suspensão ou qualquer ação concreta.

Mimi

O que sabemos é que a atração continuou operando normalmente até este segundo incidente. Isso sugere que a investigação anterior não levou a mudanças imediatas.

Mark

O marido da primeira mulher estava filmando e rindo. Isso muda algo legalmente?

Luke

Muda a narrativa, mas não sabemos se muda a responsabilidade legal. Ele pode ser considerado cúmplice ou simplesmente um espectador. A lei russa neste caso específico não está clara na reportagem.

Mimi

O importante é que ambas as vítimas agora têm documentação visual do que aconteceu. Isso fortalece qualquer ação judicial que decidam tomar.

  • Uma turista chorava e implorava para desistir, mas instrutores a chutaram nos joelhos e a lançaram de 80 metros sobre o rio Sulak contra sua vontade.
  • O marido da vítima filmava a cena e, segundo testemunhas, chegou a rir enquanto ela era submetida à experiência à força.
  • Semanas antes, outra turista de Moscou havia passado pela mesma situação na mesma atração — e foi hospitalizada com contusão na medula espinhal.
  • O Comitê de Investigação abriu apuração sobre o caso anterior, questionando se as normas de segurança e conduta dos operadores foram respeitadas.
  • Nas redes sociais, usuários pedem que as vítimas recorram à Justiça; ações judiciais contra os operadores da atração estão sendo consideradas.

No coração do Daguestão, entre as paredes do cânion de Sulak, o que deveria ser uma experiência de liberdade tornou-se um ato de coerção: duas turistas foram lançadas contra sua vontade de uma plataforma de 80 metros, após súplicas ignoradas e, em um dos casos, agressão física. O episódio levanta questões que transcendem a segurança técnica — tocam no consentimento, na dignidade e nos limites do poder exercido sobre corpos alheios em nome do entretenimento. Quando a aventura se impõe pela força, ela deixa de ser aventura e passa a ser violência.

No cânion de Sulak, no Daguestão, uma turista equipada com capacete e dispositivos de segurança recusava-se a saltar da plataforma de 80 metros da atração Noh'o. Ela chorava e implorava repetidamente: "Por favor, não me joguem assim. Me deixem sair". Os instrutores pediram que se acalmasse — e, diante de sua resistência em se sentar na beirada, um deles atingiu a parte de trás de seus joelhos, fazendo suas pernas cederem. Posicionada à força na borda, foi então lançada sobre o rio.

Ela sobreviveu e retornou à plataforma. Quando perguntada se queria repetir o salto, respondeu com irritação: "Eu disse não! Estou com medo". Seu marido filmava a cena e, segundo uma testemunha, chegou a rir durante o episódio. Após a divulgação do vídeo, internautas passaram a defender que ela buscasse reparação judicial.

O caso não foi isolado. No fim de agosto, outra turista de 41 anos, vinda de Moscou, também havia desistido de saltar na mesma região — e também foi lançada pelos instrutores contra sua vontade. As consequências foram mais graves: ela sofreu contusão na medula espinhal e precisou ser hospitalizada.

O Comitê de Investigação abriu apuração sobre aquele episódio anterior. A atração estava registrada e havia passado por inspeção sem irregularidades nos equipamentos. As autoridades, porém, foram claras: a responsabilidade pela conduta dos operadores recai sobre o proprietário — uma responsabilidade que os vídeos sugerem não ter sido cumprida.

No cânion de Sulak, no Daguestão, uma mulher equipada com capacete e dispositivos de segurança se recusava a saltar. Ela chorava, implorava, tentava recuar. Os instrutores da atração Noh'o a chutaram nas pernas e a lançaram de uma plataforma a 80 metros de altura sobre o rio.

O vídeo do episódio mostra a turista em pânico claro. "Por favor, não me joguem assim. Me deixem sair", ela diz repetidamente. "Não! Estou pedindo!". Os funcionários pediram que se acalmasse e não se movimentasse bruscamente. Quando ela resistiu a se sentar na beirada, um instrutor atingiu a parte de trás de suas pernas, na altura dos joelhos, fazendo-as ceder. Posicionada na borda contra sua vontade, foi então lançada.

Ela sobreviveu e retornou à plataforma. Quando questionada se queria saltar novamente, sua resposta foi direta e irritada: "Eu disse não! Estou com medo". Segundo relatos, seu marido filmava a cena. Uma testemunha afirmou que ele chegou a rir enquanto ela era submetida à experiência contra sua própria vontade. Após a divulgação das imagens, usuários das redes sociais começaram a defender que a mulher procurasse a Justiça.

Este não foi um incidente isolado. No fim de agosto, semanas antes, outra turista de 41 anos, de Moscou, também havia desistido de realizar um salto na mesma região. Ela também foi lançada pelos instrutores apesar de sua recusa. O resultado foi mais grave: a mulher sofreu uma contusão na medula espinhal e precisou ser hospitalizada.

O Comitê de Investigação abriu uma apuração para esclarecer as circunstâncias daquele caso e verificar se as normas de segurança foram cumpridas. A atração de bungee jump está registrada na autoridade responsável pela supervisão técnica do Daguestão e havia sido aprovada em inspeção, sem problemas apontados nos equipamentos. A autoridade ressaltou, porém, que o proprietário da atração é responsável pela conduta dos operadores e pelo cumprimento das regras de segurança — uma responsabilidade que, pelos registros em vídeo, não foi honrada.

Por favor, não me joguem assim. Me deixem sair
— A turista, durante o incidente
O proprietário da atração é responsável pela conduta dos operadores e pelo cumprimento das regras de segurança
— Autoridade responsável pela supervisão técnica do Daguestão
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